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Mais de metade dos guerrilheiros da Renamo largaram armas em Moçambique

Mais de 2.600 guerrilheiros do braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) largaram as armas, num processo que decorre "sem sobressaltos" e que vai abranger cinco mil membros da antiga guerrilha, indicou hoje o presidente do partido.

Mais de metade dos guerrilheiros da Renamo largaram armas em Moçambique

"O processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração [DDR] está a acontecer sem sobressaltos, na medida em que já atingiu mais de 2.600 elementos desmobilizados", disse Ossufo Momade.

O presidente do partido falava a comunicação social, à margem de uma visita ao centro de realojamento de Corrane, na província de Nampula, no norte do país.

O líder da Renamo disse ainda que muitos guerrilheiros desmobilizados já estão nas suas aldeias e, segundo informações que tem recebido, "estão a gostar do ambiente que encontram nas zonas".

"Há, ainda, outras zonas onde os administradores não colaboram, não aplicam aquilo que é a sua obrigação e responsabilidade [no âmbito do acordo de paz]", acrescentou Ossufo Momade, numa alusão a alegadas dificuldades que alguns desmobilizados estão a enfrentar para obtenção de espaços para habitação em alguns distritos.

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo assinaram um Acordo de Paz e Reconciliação em agosto de 2019 que prevê, entre outros aspetos, o DDR do braço armado daquele partido, envolvendo cerca de 5.000 membros.

Apesar de progressos registados, nomeadamente a assinatura do acordo de paz, a autoproclamada Junta Militar da Renamo, um grupo dissidente do partido, tem feito ataques armados no centro de Moçambique, incursões que já provocaram a morte de 30 pessoas e vários feridos.

A Junta liderada por Mariano Nhongo, antigo líder de guerrilha da Renamo, contesta a liderança do partido e as condições para a desmobilização decorrentes do acordo de paz.

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