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Agente que confundiu arma com taser tem 26 anos de serviço na polícia

Kim Potter está agora suspensa de funções até ser concluída a investigação. Agente já estava envolvida noutro caso de intervenção policial que acabou em morte.

Agente que confundiu arma com taser tem 26 anos de serviço na polícia

A agente da polícia que disparou mortalmente sobre Daunte Wright chama-se Kim Potter e é uma veterana do departamento de polícia da cidade de Brooklyn Center, no estado do Minnesota. O comité interno de investigação anunciou na segunda-feira que foi suspensa de funções até ser concluída a investigação.

De acordo com o jornal Star Tribune, Potter, que tem 48 anos de idade, trabalha na força policial desde 1995 e já fez parte, inclusive, de equipas de negociação.

Potter esteve entre os primeiros agentes a chegar ao local depois de Kobe Edgar Dimock-Heisler, de 21 anos, ter sido baleado mortalmente em Brooklyn Center, há dois anos.

Um relatório de investigação ao caso, em que o jovem autista morreu após ser baleado por dois polícias, indicou que Potter disse aos dois agentes envolvidos que saíssem do local, que entrassem em carros-patrulha diferentes, desligassem as câmaras corporais e que não falassem um com o outro. Nenhum dos dois polícias foi acusado pela morte do jovem. O mesmo relatório revelou que Potter é a presidente do sindicato de polícia local.

Sublinhe-se que, na segunda-feira, o chefe da polícia de Brooklyn Center, Tim Gannon, disse aos jornalistas que a agente Potter "tinha intenção" de disparar o taser [arma de eletrochoque] mas enganou-se e desembainhou a arma.

"Ao invés disso baleou o senhor Wright com um única bala", acrescentou, referindo as imagens de vídeo (ver abaixo), onde a agente anuncia que vai disparar o taser.

Os factos remetem-se a domingo, quando o afro-americano Daunte Wright, de 20 anos, foi parado num controlo de trânsito. De acordo com os agentes, o veículo foi intercetado porque não tinha alguns papéis em ordem.

As autoridades pediram a Wright para se identificar e depois perceberam que havia um mandado pendente por não comparecer em tribunal pelos crimes de posse ilegal de arma e por resistir à detenção.

Quando estavam a detê-lo, o jovem resistiu, tentando voltar para o veículo, e foi baleado pela polícia.

Leia Também: Biden lamenta morte de jovem negro pela polícia e apela à calma

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