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UE saúda "perspetiva de regresso" dos EUA ao acordo nuclear com o Irão

A União Europeia (UE) saudou hoje a "perspetiva de regresso dos Estados Unidos" ao acordo nuclear com o Irão e reforçou o seu apoio "aos esforços diplomáticos atuais intensos" para a sua preservação.

UE saúda "perspetiva de regresso" dos EUA ao acordo nuclear com o Irão
Notícias ao Minuto

16:36 - 25/02/21 por Lusa

Mundo UE

"Saudamos a perspetiva de um regresso dos Estados Unidos ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) e o regresso do Irão à implementação total do JCPOA. Apoiamos fortemente os esforços diplomáticos atuais intensos, e os contactos do Alto Representante da UE enquanto coordenador do JCPOA com todos os parceiros relevantes", lê-se numa nota do Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, em nome da UE.

Reiterando o "compromisso forte" e o "apoio contínuo" da UE no que qualifica de "momento crítico" para o acordo nuclear com o Irão, Josep Borrell refere que o bloco está "pronto para continuar a trabalhar com a comunidade internacional para preservar o JCPOA e assegurar a sua implementação".

No entanto, o chefe da diplomacia europeia mostra-se "profundamente preocupado" com a entrada em vigor, a 23 de fevereiro, de uma lei iraniana que suspende o "protocolo adicional" do Tratado de Não Proliferação de Armas nucleares (TNP), que permitia que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) pudessem visitar, sem aviso prévio, qualquer instalação nuclear no Irão.

"A não ser que seja revertida, esta decisão irá restringir substancialmente a capacidade da AIEA em verificar que os materiais e as atividades nucleares no Irão são mantidas exclusivamente com propósitos pacíficos", frisa Borrell.

Ainda assim, o chefe da diplomacia "nota o entendimento técnico" obtido temporariamente entre o regime iraniano e a AIEA que, segundo o diretor daquela agência da ONU, Rafael Grossi, "irá mitigar o acesso reduzir" e permitir que "as atividades de monitorização e de verificação necessárias" se mantenham durante três meses.

"Acreditamos firmemente que a cooperação total e oportuna do Irão com a AIEA se mantém crucial para assegurar a natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear iraniano", defende.

Borrell relembra ainda uma declaração que publicou a 11 de janeiro, em que "lamentava profundamente" os "passos preocupantes" que o Irão tinha dado nos últimos dois anos, reiterando desta feita o apelo "para que o Irão pare e reverta todas as ações que são inconsistentes com os seus compromissos perante o JCPOA".

"Reconhecemos os problemas ligados à retirada unilateral dos Estados Unidos e a reintrodução de sanções [que a sucedeu]. Apesar dos desafios severos colocados ao JCPOA, a UE continuou a cumprir os seus compromissos e a trabalhar arduamente para preservá-lo", refere o comunicado.

O acordo internacional de 2015 encontra-se muito debilitado desde a retirada unilateral dos Estados Unidos, pela administração do ex-Presidente Donald Trump, o que provocou uma resposta do Irão, em 2019, ao decidir deixar de cumprir de forma gradual os compromissos, incluindo os limites de armazenamento e de enriquecimento de urânio.

A nova Administração dos Estados Unidos, de Joe Biden, demonstrou vontade em regressar ao acordo, mas exige que Teerão cumpra as obrigações estabelecidas, enquanto Teerão considera que Washington deve dar o primeiro passo e levantar as sanções.

Para tentar resolver a crise, a União Europeia convidou os Estados Unidos para uma reunião informal com os membros do JCPOA, opção que "está a ser analisada" pelo Irão, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif.

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