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Brasil condena ataque que matou embaixador italiano na RDCongo

O Governo brasileiro condenou o ataque contra um comboio do Programa Alimentar Mundial (PAM) que resultou na morte do embaixador italiano Luca Attanasio, na República Democrática do Congo (RDCongo), na segunda-feira.

Brasil condena ataque que matou embaixador italiano na RDCongo

"O Governo brasileiro condena, nos mais fortes termos, o ataque contra comboio do Programa Mundial de Alimentos ocorrido hoje nas imediações da cidade de Goma, na República Democrática do Congo", diz uma nota emitida na noite de segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

O ataque resultou na morte do embaixador italiano na RDCongo, Luca Attanasio, de um polícia italiano que o escoltava e do condutor do veículo em que os três viajavam.

"Ao expressar as suas condolências e a sua solidariedade aos familiares e amigos das vítimas, ao Governo e ao povo da República Italiana e da República Democrática do Congo, o Brasil reitera o seu firme repúdio a todo e qualquer ataque dessa natureza, independentemente da sua motivação", acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.

A nota do Governo brasileiro também frisou que o país "reafirma o seu apoio ao trabalho da Missão da Organização das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO) e aos esforços da comunidade internacional em favor da estabilização e da paz no leste daquele país".

Luca Attanasio, que desempenhava as funções de embaixador na República Democrática do Congo desde início de 2018, foi "alvejado no abdómen" e "resgatado pelos guardas do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza (ICCN)" no Virunga Park, segundo as autoridades congolesas.

O Ministério do Interior da RDCongo acusou os rebeldes hutus ruandeses de estarem por detrás do ataque que matou o embaixador, mas estes já negaram qualquer responsabilidade.

O ataque ao comboio do PAM teve lugar a norte de Goma, a capital da província do Kivu Norte, que tem sido flagelada pela violência de grupos armados há mais de 25 anos.

Esta região, que acolhe o Parque Nacional da Virunga, uma joia natural, turística e em perigo de extinção, é também o cenário de conflito no Kivu Norte, onde dezenas de grupos armados lutam pelo controlo da riqueza do solo e subsolo.

Criado em 1925, o Parque Nacional de Virunga é Património Mundial da UNESCO. Estende-se por 7.769 km2, desde Goma até ao território de Beni, entre montanhas e florestas.

O nordeste da RDCongo está há anos mergulhado num conflito alimentado por dezenas de grupos rebeldes armados, nacionais e estrangeiros, apesar da presença do Exército congolês e das forças da missão da ONU no país, que conta com mais de 15.000 operacionais.

Leia Também: Rebeldes hutus negam ataque em que morreu o embaixador italiano

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