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Afeganistão: Grupo consultivo defende adiamento da retirada dos EUA

Um grupo consultivo designado pelo Congresso dos EUA apelou hoje ao adiamento do prazo estabelecido para início de maio de retirada total do Afeganistão, ao considerar que os talibãs não respeitam os compromissos que assumiram em fevereiro de 2020.

Afeganistão: Grupo consultivo defende adiamento da retirada dos EUA

"Retirar as forças americanas de forma irresponsável conduziria possivelmente a uma nova guerra civil no Afeganistão", considerou este grupo de uma quinzena de peritos, em que se inclui o antigo chefe de Estado-Maior Joseph Dunford, e ex-eleitos democratas e republicanos.

No seu relatório final, este grupo criado em dezembro de 2019 a pedido do Congresso, acrescenta que uma retirada prematura "convidaria à reconstituição de grupos terroristas antiamericanos" que ameaçariam o EUA, permitindo-lhes "reivindicar uma vitória face a primeira potência mundial".

Os autores do documento indicam que "será muito difícil, mesmo impossível", que as condições de segurança que permitam uma retirada completa das forças norte-americanas estejam preenchidas em maio.

"Para atingir o objetivo global de uma paz negociada que responda aos interesses dos Estados Unidos, será necessário começar por obter uma extensão do prazo de maio", acrescentam.

As negociações entre os talibãs e Washington foram concluídas em fevereiro de 2020 com um acordo histórico que prevê discussões inter-afegãs e a retirada total das tropas estrangeiras do Afeganistão -- na larga maioria norte-americanas -- até maio de 2021, em troca de garantias de segurança por parte dos insurgentes.

Em 15 de janeiro, Washington reduziu a 2.500 o número dos seus soldados no Afeganistão, o número mais baixo desde 2001, mas os ataques dos grupos insurgentes aumentaram no país.

Os peritos também recomendam ao novo Presidente Joe Biden, que disse pretender rever o acordo com os talibãs impulsionado pelo seu antecessor Donald Trump, de "clarificar" a posição dos Estados Unidos sobre os seus objetivos no Afeganistão.

O texto assinala que Washington deveria exigir que as conversações de paz inter-afegãs assegurem a formação de um Estado afegão "independente, democrático e soberano".

Os EUA também deveriam manifestar claramente as condições de uma retirada total e reafirmar o seu apoio ao Governo afegão, indica o grupo norte-americano, que apela à administração de Joe Biden para facilitar as negociações de paz, seja através da nomeação de um medidor da ONU, seja desempenhando diretamente a função de árbitro.

O Governo afegão e os talibãs promovem desde setembro em Doha discussões apoiadas pelos EUA que não obtiveram resultados concretos, apesar de um acordo sobre os pontos a abordar nas negociações.

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