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ACNUR denuncia desnutrição em campos de refugiados eritreus em Tigray

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) acedeu a dois campos de refugiados eritreus em Tigray, Etiópia, isolados após dois meses de conflito, onde encontrou sérios sinais de desnutrição e falta de acesso às necessidades básicas.

ACNUR denuncia desnutrição em campos de refugiados eritreus em Tigray
Notícias ao Minuto

12:58 - 19/01/21 por Lusa

Mundo Etiópia

Dezenas de milhares de refugiados nos campos Mai Aini e Adi Harush "necessitam desesperadamente de abastecimentos e serviços, depois de o conflito ter forçado os trabalhadores humanitários a abandonar a área", disse o porta-voz do ACNUR, Babar Baloch, numa conferência de imprensa em Genebra.

Antes da eclosão da crise na região de Tigray na Etiópia, cerca de 50.000 eritreus refugiaram-se da violência no país vizinho nestes dois campos, e existem, pelo menos, dois outros campos de refugiados na região, com cerca de mais 50.000 refugiados, aos quais o ACNUR ainda não conseguiu ter acesso.

Baloch indicou que o acesso da agência da ONU ao estado etíope do Tigray, no norte do país, palco de um conflito iniciado no início de novembro, continua a ser muito limitado, e as autoridades de Adis Abeba apenas autorizaram até agora uma visita a estes dois campos, para que sejam analisadas as necessidades mais urgentes das pessoas aí refugiadas.

No relatório após a visita, o ACNUR observa que os poços nos campos não estão a funcionar, pelo que os refugiados não têm água limpa e muitos adoeceram por utilizarem a água dos rios próximos para beber e cozinhar.

Durante o bloqueio de dois meses imposto pelas forças armadas etíopes, receberam ajuda alimentar apenas uma vez, graças ao Programa Alimentar Mundial, que está a gerir uma possível segunda entrega em breve, disse a fonte do ACNUR.

Os edifícios das duas instalações e os refugiados não foram diretamente visados no conflito em Tigray, embora "tenham sido ameaçados e assediados por vários grupos armados", que saquearam os campos, ainda segundo Babar Baloch.

O ACNUR continua em contacto com o governo etíope para restabelecer a sua presença nestes campos, disse o porta-voz.

O primeiro-ministro etíope enviou o exército federal, em 04 de novembro, contra as autoridades da região de Tigray, que tinham vindo a desafiar a sua autoridade durante vários meses.

Abiy Ahmed anunciou o fim das hostilidades em 28 de novembro com a tomada da capital regional, Mekele, mas as Nações Unidas relataram recentemente "combates localizados e insegurança contínua" em várias áreas da região.

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