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Bangladesh força realojamento de refugiados rohingya na Baía de Bengala

O Bangladesh concluiu os preparativos para realocar 300 a 400 refugiados da etnia rohingya na ilha de Bhashan Char de forma "voluntária", mas a Amnistia Internacional disse hoje que as pessoas estão a ser forçadas para aceitar a mudança.

Bangladesh força realojamento de refugiados rohingya na Baía de Bengala
Notícias ao Minuto

12:51 - 20/11/20 por Lusa

Mundo ONG

Os meios de comunicação do Bangladesh divulgaram que o Governo do Bangladesh concluiu os preparativos para realocar de 300 a 400 refugiados rohingya na ilha de Bhashan Char de forma "voluntária".

Os refugiados rohingya, entrevistados pela organização não-governamental (ONG) Amnistia Internacional (AI) este mês, disseram que os funcionários do Governo responsáveis pelos campos de refugiados em Cox's Bazar estão a força-los a registarem-se para a realocação.

Para a AI, as autoridades do Bangladesh devem abandonar os planos de realocar mais de 100 famílias rohingya numa ilha remota na Baía de Bengala, que ainda não foi declarada segura para habitação humana pelas Nações Unidas.

A Amnistia Internacional obteve uma lista parcial das famílias rohingya identificadas para serem realojadas em Bhashan Char, onde mais de 300 refugiados rohingya já vivem em condições precárias.

"Além do facto de que Bhashan Char não ter sido considerada segura para habitação humana pela ONU, há sérias questões sobre este procedimento de realocação. Muitos dos rohingya com quem falámos não deram consentimento total e informado para serem transferidos para uma ilha da qual nada sabem", disse Omar Waraich, responsável da Amnistia Internacional para o Sul da Ásia.

"Quaisquer decisões relativas à realocação de refugiados devem ser transparentes e envolver a plena participação do povo rohingya. Nesse momento, esses planos devem ser abandonados. As autoridades de Bangladesh devem deixar a ONU realizar uma avaliação de Bhashan Char e devolver imediatamente as centenas de refugiados rohingya atualmente na ilha para suas famílias em Cox's Bazar", declarou Waraich.

Um líder majhi -- líder da comunidade rohingya selecionado pelas autoridades bengali - disse à Amnistia Internacional que os funcionários do Governo responsáveis pelos campos os pressionam a fornecer listas de refugiados a serem realocados.

A Amnistia Internacional também pediu acesso irrestrito a Bhashan Char para organizações humanitárias e de direitos humanos realizarem avaliações independentes.

A AI entrevistou cinco familiares que representam 23 refugiados na lista de realocação

Uma avaliação técnica e de proteção das Nações Unidas, que está pendente desde novembro de 2019, visa determinar "segurança e sustentabilidade" da ilha, "segurança e proteção" da equipa humanitária, "proteção" dos direitos humanos dos refugiados, oportunidades do "modo de vida sustentável" e "logística e acessibilidade "com relação a alimentos e suprimentos.

Em setembro de 2020, a Amnistia Internacional divulgou o relatório 'Let Us Speak for our Rights', que descreve como a exclusão da tomada de decisões está a afetar os direitos humanos dos refugiados rohingya.

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