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EUA faz pressão sobre o setor petroquímico iraniano com novas sanções

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou hoje sanções contra oito empresas do Irão, China e Singapura pela participação na compra e venda de produtos petroquímicos com a empresa iraniana Trilliance.

EUA faz pressão sobre o setor petroquímico iraniano com novas sanções

Num comunicado, o secretário do Tesouro norte-americano, Stevem Mnuchin, alegou que a medida se deve ao facto de serem com os fundos da empresa iraniana que Teerão financia atividades de apoio a regimes corruptos no Médio Oriente e na Venezuela.

"O regime iraniano beneficia de uma rede global de entidades que facilita o comércio do setor petroquímico iraniano. Os Estados Unidos continuam comprometidos no ataque a qualquer fonte de receitas utilizada pelo regime iraniano para financiar terroristas e oprimir o povo iraniano", argumentou Mnuchin.

Entre as empresas alvo de sanções estão a Jiaxiang Energy, com sede em Singapura, bem como a Binrin Limited, Elfo Energy, Glory Advanced, Jane Shang e Sibshur Limited, que têm a sede na China.

Segundo Washington, todas elas foram utilizadas pela Trilliance (já alvo de sanções no início deste ano) para processar e transferir milhões de dólares provenientes da venda de produtos petroquímicos.

Como consequência das sanções, ficam congelados todos os ativos que as empresas possam manter sob jurisdição norte-americana e são proibidas as transações financeiras com cidadãos ou empresas dos Estados Unidos.

Na segunda-feira, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs novas sanções ao setor energético do Irão, desta vez ao ministro dos Petróleos iraniano e a uma dezena de subsidiárias, sob a acusação de "apoio a entidades terroristas".

"O regime do Irão usa o setor petrolífero para financiar atividades desestabilizadoras. O regime do Irão continua a priorizar o seu apoio a entidades terroristas e o seu programa nuclear em detrimento das necessidades do povo iraniano", indicou Mnuchin em comunicado.

Na ocasião, foram objeto de sanções o ministro do Petróleo, Bijan Zanganeh e, entre outras, as companhias Nacional de Petróleo do Irão (NIOC, na sigla inglesa) e a Nacional de Navios Petroleiros do Irão (NITC, também na sigla em Inglês).

O Departamento do Tesouro norte-americano acusa também quatro empresas -- Madanipour, Mobin Holding Limited, Oman Fuel Trading Ltd, Mobin Holdind Limited e Oman Fuel Trading Ltd -- por envolvimento na venda de combustíveis das entidades iranianas ao "regime ilegítimo de Nicolas Maduro na Venezuela".

O anúncio de mais sanções ocorre cerca de semana e meia depois de o diretor dos serviços secretos norte-americanos, John Ratcliffe, ter alertado que o Irão e a Rússia obtiveram informação de eleitores nos Estados Unidos e que estavam a interferir nas eleições presidenciais de 03 de novembro.

"Queremos alertar a população para o facto de termos identificado dois atores estrangeiros, Irão e Rússia, que desencadearam ações específicas para influenciar a opinião pública nas nossas eleições", disse, então, Ratcliffe.

Tanto a Rússia como o Irão, prosseguiu, terão acedido a dados dos eleitores norte-americanos e Teerão já pode ter utilizado esses dados para prejudicar o presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que, a 03 de novembro, defronta o candidato democrata, Joe Biden.

Os governos iraniano e russo rejeitaram todas as acusações.

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