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EUA oferecem recompensa por dois ex-ministros chavistas, Caracas condena

Os Estados Unidos ofereceram, quarta-feira, cinco milhões de dólares (4,27 milhões de euros) de recompensa individual por informações que levem à detenção de dois ex-ministros venezuelanos, Luís Alfredo Motta Domínguez e Eustáquio José Lugo Gómez.

EUA oferecem recompensa por dois ex-ministros chavistas, Caracas condena

Caracas já reagiu ao anúncio e acusa os EUA de perseguição judicial injuriosa contra ex-funcionários para justificar novos ataques contra o Governo venezuelano.

Num comunicado, o Departamento de Estado (DE) dos EUA recorda que em 2015 Motta Domínguez foi nomeado presidente da estatal Corporação Nacional de Eletricidade (Corpoelec) da Venezuela e ministro de eletricidade.

Por outro lado, Lugo Gómez, exercia funções, nesse mesmo ano, como vice-ministro de Finanças, Investimentos e Aliança Estratégica do Ministério de Eletricidade, e diretor de compras da Corpoelec, dirigida por Motta Domínguez.

Segundo o DE, em 27 de junho de 2019, Motta Domínguez e Lugo Gómez foram acusados de conspiração para cometer lavagem de ativos e branqueamento de capitais na Flórida.

"De acordo com a acusação, Motta Domínguez e Lugo Gómez supostamente outorgaram, a três empresas sediadas na Flórida, mais de 60 milhões de dólares (51,28 milhões de euros) em contratos de aquisição com a Corpoelec, em troca de subornos que lhes foram pagos ou dos quais se beneficiaram", afirma.

Os dois estão proibidos de entrar em território norte-americano e o DE justifica a recompensa no âmbito do programa "contra a criminalidade transnacional".

Entretanto, através do Instagram, o ex-ministro Motta Domínguez reagiu ao anúncio de sanções contra si, sublinhando que não negoceia nem se vende.

"Leiam bem ianques: (Eu) não negoceio; não me vendo; não quebraram a minha moral. Para bom entendedor, estas palavras bastam. Corda de imorais, mentirosos, miseráveis. A pátria não se vende, a pátria se defende", escreveu.

Por outro lado, Caracas emitiu um comunicado condenando a política norte-americana "de desencadear uma perseguição judicial contra funcionários ou ex-funcionários do Governo Bolivariano com base no insulto. Assim, pretendem prejudicar a imagem das instituições do Estado, para justificar novos ataques contra o povo venezuelano.

Segundo Caracas, "mais uma vez, como os cowboys do século 21", os EUA "recorrem à estratégia de recompensar a detenção de servidores públicos", atacando "sem qualquer fundamento, o ex-ministro Luís Motta Domínguez e o ex-vice-ministro Eustoquio Lugo, em outro infame ato de agressão contra o Estado venezuelano".

"O Governo Bolivariano da Venezuela orgulha-se dos homens e mulheres que, apesar das ameaças, calúnias e intimidações, continuam firmes na defesa, tanto da sua integridade pessoal, como da República e das suas instituições democráticas", explica o comunicado.

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