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UE pede à Rússia para investigar irregularidades no referendo

A União Europeia (UE) pediu hoje à Rússia para investigar as irregularidades denunciadas no referendo constitucional que permite ao Presidente russo, Vladimir Putin, continuar em funções até 2036.

UE pede à Rússia para investigar irregularidades no referendo

"Temos conhecimento de alegações de irregularidades [...] Esperamos que esses relatos sejam objeto de um inquérito adequado, uma vez que se trata de alegações graves", disse Peter Stano, porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrel, à imprensa em Bruxelas.

O porta-voz citou denúncias como a "coerção de eleitores, votações duplas, violação do segredo do voto e violência policial contra um jornalista".

A revisão constitucional russa que permite a Putin manter-se no poder até 2036 foi aprovada por 77,92% dos eleitores, de acordo com resultados oficiais do referendo, realizado ao longo de uma semana e que foi concluída na quarta-feira, divulgados hoje.

O resultado reflete o maior nível de apoio ao Presidente russo nos últimos dez anos, depois de nas presidenciais de 2018 Putin ter obtido 76,7% e, nas de 2012, 63,6%.

A oposição aponta irregularidades, apontando um "número recorde de votos falsificados" e um resultado que "não tem nada a ver com a opinião" dos russos, segundo o opositor Alexei Navalny.

Também a organização não-governamental (ong) Golos, especializada na observação de eleições, recebeu mais de 2.100 denúncias de violações, entre as quais casos de funcionários obrigados a votar.

Num comunicado, a ong denunciou hoje um exemplo "sem precedente" de atentado à soberania do povo russo.

A presidente da comissão eleitoral central, Ella Pamfilova, considerou por seu lado não haver "qualquer dúvida de que a votação é válida e legítima".

No Twitter, a comissão disse ter recebido 7.196 queixas de cidadãos, tendo analisado 92% delas, que não foram admitidas.

Uma das emendas mais controversas à Constituição permite a Vladimir Putin a possibilidade de mais dois mandatos presidenciais além do atual que termina no ano de 2024.

Desta forma, Putin pode manter-se no Kremlin até 2036, ano em que cumpre 84 anos de idade.

A revisão da Constituição introduz também medidas conservadores defendidas pelo presidente como "a fé em deus, o casamento apenas entre casais heterossexuais e deveres patrióticos.

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