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Irão está a colocar-se numa situação de perigo após palavras de líder

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que o Irão está a colocar-se numa situação de perigo, após as declarações do líder supremo iraniano que se referiu esta sexta-feira a Israel como um "cancro" a ser "extirpado".

Irão está a colocar-se numa situação de perigo após palavras de líder
Notícias ao Minuto

19:27 - 22/05/20 por Lusa

Mundo Irão

"Repetimos: Quem ameaça destruir Israel coloca-se a si mesmo (numa situação) de perigo similar", afirmou Benjamin Netanyahu, numa reação às declarações feitas hoje pelo 'ayatollah' Ali Khamenei, num discurso a propósito do tradicional "Dia de Al-Quds (Jerusalém em árabe)".

Estas declarações surgem num contexto de escalada verbal entre as lideranças dos dois países, que têm adotado uma retórica de confronto nos últimos dias.

Num discurso transmitido em direto na televisão estatal no âmbito do "Dia de Al-Quds", Ali Khamenei declarou hoje que lutar pela "libertação da Palestina" é um "dever islâmico", frisando que a luta pela causa palestiniana é "o principal problema do mundo muçulmano".

Criado depois da Revolução Islâmica em 1979, o "Dia de Al-Quds" é assinalado todos os anos na última sexta-feira do mês de jejum do Ramadão, em solidariedade com os palestinianos.

"Um dia percebemos que o único problema do combatente palestiniano (...) era a falta de armas (...) planeámos" resolver o problema, adiantou o 'ayatollah', parecendo indicar, segundo a agência France-Presse (AFP), que Teerão se envolveu diretamente no conflito israelo-palestiniano.

"Hoje, (o enclave palestiniano de) Gaza pode resistir à agressão militar do inimigo sionista e ganhar", afirmou.

Na mesma intervenção, Khamenei, que se referiu várias vezes a Israel como um "cancro" a ser "extirpado", criticou também os Estados Unidos e o Ocidente por equiparem o Estado hebreu com "vários tipos de instrumentos de poder, militares e não militares, mesmo com armas atómicas".

O 'ayatollah' acusou ainda países árabes de terem atuado como "marionetas norte-americanas" e ajudado a normalizar as relações com Israel.

O ministro da Defesa israelita, Beny Gantz, também reagiu às declarações do 'ayatollah', afirmando, através da rede social Twitter, que "as palavras arrogantes do inimigo são um sinal de fraqueza".

Beny Gantz advertiu igualmente o Irão para que "não coloque à prova" as capacidades de Israel, que "está pronto para qualquer ameaça".

"O Estado de Israel e o sonho sionista são um facto consumado" independentemente das tentativas de Teerão em minar a estabilidade da região, reforçou o ministro da Defesa israelita.

Beny Gantz concluiu que Israel não permitirá instabilidade na região, palavras encaradas como uma referência aos ataques israelitas contra milícias pró-iranianas na Síria.

O Alto Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa e Segurança, Josep Borrell, também censurou o Irão pela retórica belicista, que descreveu como "uma ameaça contra a paz e a segurança internacionais".

"A segurança de Israel é de uma importância primordial e a UE estará ao seu lado", assinalou Borrell.

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