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Lula da Silva deu ao Papa fotografia de um indígena da Amazónia

O ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deu ao Papa Francisco uma fotografia de um indígena da Amazónia que vive no Brasil, durante uma reunião privada realizada no Vaticano, na quinta-feira.

Lula da Silva deu ao Papa fotografia de um indígena da Amazónia

Lula da Silva publicou hoje nas redes sociais uma imagem do momento em que ele dá ao Pontífice uma fotografia tirada pelo seu fotógrafo pessoal, Ricardo Stuckert, na vila de Matuktire, dentro do parque indígena do rio Xingu.

O antigo chefe de Estado brasileiro disse que apreciou que o Papa tenha manifestado "preocupação com a Amazónia e com os povos nativos" com a sua exortação "Querida Amazónia", meses após a realização do sínodo dos bispos, que Francisco convocou para tratar de questões que afetam a região.

Lula da Silva publicou um fragmento da oração do Papa pela maior floresta tropical do planeta e as pessoas que lá vivem: "Mãe, olhe para os pobres da Amazónia, porque a sua casa está sendo destruída por interesses mesquinhos! Quanta dor e quanta miséria, quanto abandono e quanto atropelo nesta terra abençoada e transbordando de vida!"

O Papa Francisco, por sua vez, ofereceu a Lula da Silva um rosário abençoado.

Os dois encontraram-se pela primeira vez esta quinta-feira, na residência do Papa, Casa Santa Marta, no Vaticano, numa reunião de uma hora em que abordaram questões como desigualdades, luta contra a fome e defesa do meio ambiente.

Nesse sentido, Lula da Silva considerou o pontífice argentino uma figura "encorajadora", falando depois num breve encontro com jornalistas.

Depois do Vaticano, o ex-Presidente brasileiro visitou líderes sindicais em Itália, mas deve voltar ao Brasil hoje.

Lula da Silva conseguiu fazer a sua primeira viagem ao exterior após ter sido libertado em novembro, depois da justiça brasileira ter aceitado adiar um interrogatório que deveria ter decorrido esta semana e que está agora previsto para a próxima quarta-feira.

O encontro do antigo chefe de Estado brasileiro com o Papa Francisco foi organizado por intermédio do Presidente argentino, Alberto Fernández, que visitou o Vaticano em 31 de janeiro.

O ex-Presidente brasileiro quis agradecer a "solidariedade" de Francisco quando passou por "um período difícil" na prisão, já que o Papa respondeu em maio passado a uma carta de Lula da Silva, incentivando-o.

O antigo chefe de Estado foi condenado em dois processos por corrupção e tem pelo menos sete outras investigações contra si, tendo estado 580 dias preso.

Lula da Silva foi condenado em terceira instância a 08 anos e 10 meses por corrupção passiva e branqueamento de capitais depois de ser considerado culpado de receber um apartamento de luxo na cidade do Guarujá, litoral do estado brasileiro de São Paulo, em troca de favores políticos à construtora da OAS.

A outra pena que pesa sobre Lula da Silva é de 17 anos e um mês de prisão num caso sobre a posse e reformas executadas numa quinta na cidade de Atibaia, no interior do estado de São Paulo, que terão sido executadas alegadamente como pagamento de suborno feito pelas construtoras OAS e Odebrecht.

Lula da Silva sempre negou todas as acusações e diz ser vítima de perseguição judicial executada por pessoas que têm ambições políticas.

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