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Presidente francês pede que "não haja cedências ao antissemitismo"

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu que não haja cedências, face ao "insuportável ressurgimento do antissemitismo", prestando hoje homenagem aos 76.000 judeus deportados da França, 75 anos após a libertação do campo de concentração Auschwitz-Birkenau.

Presidente francês pede que "não haja cedências ao antissemitismo"

"Vamos perseguir o antissemitismo, o racismo em todas as suas formas, o ódio que é exibido em pleno dia, como aquele que se esconde na sombra e no anonimato", indicou Emmanuel Macron perante 200 pessoas, incluindo 50 sobreviventes dos campos de concentração, reunidas no Memorial de Shoah, museu do Holocausto em Paris.

"Não vamos ceder em nada", salientou Macron, cinco dias depois de transmitir a mesma mensagem de "vigilância" durante a sua viagem a Israel.

O Presidente francês alertou novamente contra "o insuportável ressurgimento do antissemitismo" na Europa.

"Estão sujeitos a vigilância reforçada 868 locais de culto judaico, associações que apelam à violência são dissolvidas, equipas de investigadores especializados estão a ser criadas em todo o território e continuaremos", explicou Macron.

O chefe de Estado francês sublinhou a importância do "trabalho de memória e de educação", perante essas ameaças.

O presidente do Memorial, Eric De Rothschild, também alertou que "o que aconteceu há 75 anos pode começar de novo", uma vez que "infelizmente, os demónios nunca estão longe" e "o antissemitismo continua a desenvolver-se".

Antes do seu discurso, Emmanuel Macron inaugurou o renovado Muro dos Nomes, que lista os nomes dos deportados da França, franceses ou estrangeiros, entre março de 1942 e o verão de 1944.

Construído em 2005 na zona de Les Marais (centro de Paris) e inaugurado pelo ex-Presidente Jacques Chirac, esse muro, composto por 222 lajes de pedra, guarda a memória de 76.000 judeus, incluindo 11.400 crianças. Cerca de 2.500 regressaram dos campos.

Foram necessários nove meses de trabalho para renovar o muro, efetuando 6.200 correções nos nomes e datas de nascimento. Trezentos e setenta e nove nomes foram retirados e 226 adicionados tendo em consideração as pesquisas realizadas por historiadores.

"Queremos um muro vivo, que integre todos os dados", explicou o diretor do Memorial, Jacques Fredj.

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, viajou hoje para a Polónia onde participa nas cerimónias do 75.º aniversário da libertação do campo de concentração nazi de Auschwitz.

Cerca de um milhão de judeus foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em Auschwitz, juntamente com católicos, membros da resistência, homossexuais e ciganos, entre outros alvos.

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