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Milagre em 2011. Sete crianças ressuscitaram após serem declaradas mortas

Foi em 2011 que sete crianças dinamarquesas foram declaradas mortas por hipotermia, num acidente numa viagem de estudo, e horas depois o coração voltou a bater. A BBC voltou a juntá-las no local do acidente.

Milagre em 2011. Sete crianças ressuscitaram após serem declaradas mortas

É uma situação que, embora não seja inédita, nunca aconteceu com tantos casos em simultâneo. Em 2011, sete crianças dinamarquesas foram declaradas clinicamente mortas por hipotermia, depois de terem caído ao mar, e todas 'ressuscitaram' horas depois.

A curiosa história foi esta terça-feira recordada pela BBC, que voltou a juntar as vítimas, agora adultas, no local do acidente, um fiorde dinamarquês.

O grupo de adolescentes estava numa viagem de estudo, durante o inverno, e o barco onde seguiam virou no mar, por causa do vento. A temperatura da água era de 2 graus centígrados.

Uma das alunas, Katrine, contou à BBC como conseguiu nadar até à margem, mas só conseguia rastejar. "Naquele momento pensei: 'ok, agora vou morrer'", disse. As outras crianças estavam na água.

Um dos primeiros bombeiros a chegar ao local, de helicóptero, recordou. "Um homem veio ter connosco e repetiu as mesmas palavras: 'eles estão todos mortos, eles estão todos mortos, eles estão todos mortos'".

Já no hospital, o médico Michael Jaeger Wansche recorda-se de ter inspecionado os corpos. "Eles estavam frios, gelados. Quando os corpos estão assim frios, nós sabemos que podemos ressuscitá-los. Estão mortos, mas não irreversivelmente. Ainda há hipótese", indicou.

Os sete estudantes tinham sido vítimas de hipotermia extrema, que lhes parou o coração mas também abrandou o metabolismo. Isto significa que os seus órgãos têm possibilidade de retomar as suas funções se forem aquecidos. "O Casper [um dos alunos] chegou com uma temperatura de 17,5 graus e retomou o ritmo cardíaco normal aos 26 graus", indicou Wansche.

A principal preocupação dos médicos, depois de reanimadas as vítimas, era o cérebro. Com privação de oxigénio morrem dois milhões de células cerebrais a cada minuto. Nenhuma das crianças, porém, ficou com danos cerebrais.

Todas as crianças estiveram clinicamente mortas durante duas horas e voltaram a recuperar ritmo cardíaco seis horas depois do acidente, naquele que é um caso inédito por ter acontecido com sete pessoas ao mesmo tempo e todos terem sobrevivido.

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