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Governador de São Paulo critica taxas anunciadas por Trump

O governador do estado brasileiro de São Paulo criticou hoje medidas protecionistas anunciadas pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, sobre a importação de aço e alumínio produzidos no Brasil.

Governador de São Paulo critica taxas anunciadas por Trump

"Vi as medidas anunciadas e ainda não formalizadas pelo Governo Trump e não entendo que seja a melhor alternativa estabelecer sobretaxas. Não é uma política comercial conciliadora e integradora. É unilateral e sempre atitudes unilaterais são de força", disse João Dória, numa conferência de imprensa com jornalistas estrangeiros, em São Paulo.

Para o governador de São Paulo, "a força no mundo da bilateralidade económica, institucional e diplomática nunca é positiva", gerando sempre "danos" e "efeitos nocivos".

"Não entendo que a melhor forma da prática liberal seja aquela em que você impõe ao seu parceiro condições que vão comprimir, deprimir e prejudicar a economia", acrescentou.

Na segunda-feira, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão restabelecer as tarifas sobre as importações de aço e alumínio provenientes do Brasil e da Argentina.

O Presidente norte-americano invocou a desvalorização das moedas dos dois países, e os danos provocados em vários setores produtivos dos Estados Unidos, para restaurar as tarifas alfandegárias sobre aqueles dois produtos, que tinham sido removidas no âmbito de prévias negociações comerciais bilaterais.

"O Brasil e a Argentina desvalorizaram enormemente as suas moedas, o que não é bom para os nossos agricultores", escreveu Trump na sua conta pessoal da rede social Twitter.

O secretário da Fazenda do estado de São Paulo, Henrique Meirelles, que conseguiu reverter uma taxação semelhante anunciada pelos norte-americanos no início de 2018, quando comandava a equipa económica do ex-Presidente brasileiro Michel Temer, afirmou que a imposição destas taxas poderá prejudicar a indústria e o consumidor norte-americano.

"A medida [anunciada por Trump] prejudica a indústria americana, que usa estes produtos como componentes e, em última análise, prejudica o consumidor americano", declarou Meirelles.

Segundo o secretário da Fazenda, a experiência já mostrou que impor taxas "é prejudicial para a indústria e para o consumidor norte-americano porque encarece o preço dos produtos".

"O livre comércio sempre é algo melhor para todas as partes envolvidas", defendeu.

Antes de responder à questão sobre as taxas nos produtos brasileiros, João Doria, que governa o estado mais industrializado do país, foi irónico ao agradecer a Trump por acirrar a guerra comercial dos Estados Unidos com a China, atitude que terá incentivado investimentos chineses na América Latina.

"Tenho que fazer um agradecimento ao presidente Donald Trump porque as medidas restritivas e as manifestações constantes, até com certa hostilidade, à China nos ajudaram. Assim como ajudaram a América Latina como um todo. A China tem uma visão estratégica em relação ao continente latino-americano e, no continente latino-americano, o Brasil é uma prioridade para os chineses", declarou.

Segundo a equipa do governador, nos últimos cinco anos havia nove projetos para investimento chinês em São Paulo, número que terá mais do que duplicado em 2019, quando foram anunciados 21 projetos de investimentos chinês no mesmo estado brasileiro.

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