Meteorologia

  • 07 DEZEMBRO 2019
Tempo
13º
MIN 9º MÁX 17º

Edição

"Violem as vossas mulheres". Palavras de filósofo francês geram polémica

Alain Finkielkraut tentava explicar que hoje em dia há uma grande tendência para o politicamente correto e já se chama violação a tudo.

O filósofo francês Alain Finkielkraut foi convidado para um programa de televisão, na quarta-feira à noite, para debater a liberdade de expressão e de opinião. Mas algumas das suas declarações deixaram França em choque.

O filósofo e a ativista feminista Caroline de Haas estavam a discutir os casos de violação e agressão sexual relatados pelos média nos últimos meses. De forma a criticar o politicamente correto, o ensaísta referiu que o "politicamente correto não é benevolente, é a extensão demente do racismo, do sexismo e da homofobia". "Antigamente havia violação, agora há a cultura da violação. A violação costumava servir para denunciar atos de penetração forçada, hoje em dia a cultura da violação inclui piadas obscenas, os engatatões, os toques e até o galanteio. Dessa forma  devem existir em França muitos potenciais violadores", atirou.

Caroline De Haas respondeu já exaltada: "Em média todos os dias 250 mulheres são violadas na França - mais de 90 mil por ano. "Existem violações na França, senhor Finkielkraut!" A ativista referiu ainda que dizer esse tipo de coisas "banaliza a realidade do que é sofrido por milhares de mulheres em França" e referiu-se ao caso de Roman Polanski, novamente acusado de violação e várias vezes defendido na imprensa por Alain Finkielkraut.

O académico perde a calma inesperadamente e começa a dizer a meio da frase da convidada: "Violar! Violar! Violar! Eu digo aos homens: violem as vossas mulheres. Eu violo a minha todas as noites e ela já está cansada".

"Não tem o direito de dizer isso! O senhor está a insultar mulheres que foram violadas", respondeu-lhe a ativista em tom exclamativo.

Durante o programa, a audiência no estúdio reagiu chocada e as redes sociais sofreram uma avalanche de comentários a repudiar as palavras de Alain Finkielkraut. Houve ainda denúncias ao Conselho Superior do Audiovisual francês.

Veja acima o vídeo do momento.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório