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Partidos em pressão no encerramento das listas às eleições no Reino Unido

As listas de candidatos às legislativas britânicas de 12 de dezembro fecham hoje, estando os partidos a favor e contra o 'Brexit' igualmente pressionados a unir-se em torno dos nomes com maior probabilidade de ganhar nos respetivos círculos uninominais.

Partidos em pressão no encerramento das listas às eleições no Reino Unido

Liberais Democratas, nacionalistas galeses do Plaid Cymru e os Verdes fizeram um pacto para apoiar um único candidato em 60 círculos eleitorais, enquanto que o Partido do Brexit, de Nigel Farage, desistiu de concorrer nos 317 círculos onde o Partido Conservador venceu em 2017.

Porém, com tanto em jogo, continuam a existir movimentações de última hora e, perante a renúncia voluntária do candidato liberal democrata em Canterbury, Tim Walker, para favorecer a trabalhista Rosie Duffield, os Lib Dems estão a ser pressionados para não competir naquele assento tradicionalmente conservador.

"O pior resultado seria a vitória dos conservadores retrógrados, desfalcados de [candidatos] moderados e apoiados pelo Partido do Brexit", escreveu a comediante e ativista política Sandi Toksvig no jornal The Guardian.

Ao todo estão em jogo 650 assentos na Câmara dos Comuns, podendo candidatar-se cidadãos britânicos, irlandeses ou de países da Commonwealth residentes no Reino Unido com mais de 18 anos, com exceção de polícias, militares, funcionários públicos e juízes.

Alguns dos candidatos já sabem há mais de um ano que iam concorrer, muitos foram selecionados nas últimas semanas ou dias e vários ainda estão indecisos ou dependentes dos respetivos partidos.

O crescente elevado nível de insultos e ameaças ou a divergência com as lideranças partidárias levou pelo menos 79 deputados a desistirem, incluindo conservadores moderados como Amber Rudd, Justine Greening e Rory Stewart.

Outros "proscritos" do partido por Boris Johnson, como David Gauke e Dominic Grieve, vão concorrer como independentes.

Nos partidos da oposição, o pró-europeu Owen Smith e a eurocética Kate Hoey deixam de representar o Partido Trabalhista e os Liberais Democratas ficam sem o antigo líder Vince Cable e Norman Lamb.

Estas ausências abrem oportunidades para novos nomes, como Steve Bray, que protagoniza os protestos anti-'Brexit' junto ao parlamento desde 2016.

Normalmente, as eleições atraem também milhares de candidatos independentes que vão fazer campanha sobre questões locais específicas ou por irreverência, como o "Official Monster Raving Loony Party", um partido que já existe desde 1983.

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