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Polícias em protesto abandonam palácio presidencial na Bolívia

Os polícias que guardavam o exterior do palácio presidencial na Bolívia abandonaram hoje os seus postos, em protesto por melhores condições laborais, permitindo que os manifestantes antigovernamentais se aproximassem das portas do edifício.

Polícias em protesto abandonam palácio presidencial na Bolívia
Notícias ao Minuto

18:42 - 09/11/19 por Lusa

Mundo Bolívia

O Presidente boliviano, Evo Morales, não estava no edifício quando a polícia recuou e os funcionários do palácio em La Paz foram retirados, ficando apenas um guarda militar presidencial. Mais tarde, os manifestantes deixaram a área.

Alguns polícias na Bolívia tornaram-se sexta-feira abertamente desafiadores face ao Governo e avançaram com protestos exigindo melhores condições de trabalho e a renúncia do seu comandante.

Evo Morales afirmou que foi reeleito nas eleições de 20 de outubro, mas a oposição alegou fraude e a disputa desencadeou protestos em todo o país, resultando em três mortes e mais de 300 feridos.

Noutro incidente registado hoje, uma caravana de autocarros que seguia para La Paz em apoio às marchas contra o Presidente da Bolívia foi hoje atacada numa estrada na região andina do país, num incidente com um número indeterminado de feridos.

Os autocarros partiram das regiões de Potosi e Chuquisaca, no oeste e sul do país, e sofreram um ataque depois de partirem para La Paz pela manhã, horário local, depois de parar à noite na cidade andina de Oruro.

O presidente do comité cívico de Chuquisaca, Rodrigo Echalar, num vídeo transmitido nas redes sociais, disse que a caravana foi atacada perto da cidade rural de Vila Vila, aparentemente por apoiantes do Presidente Morales.

O líder cívico denunciou o lançamento de gases contra os que viajavam nos autocarros, que sofreram danos devido a impactos de pedras.

A Provedoria de Justiça da Bolívia lamentou, numa mensagem publicada na rede social Twitter "os atos de violência reportados no setor de Vila Vila".

"Mais uma vez pedimos para renunciar atitudes de confronto e seguir o caminho da pacificação", escreveu a entidade na rede social.

A Bolívia atravessa uma crise política e social desde as últimas eleições de 20 de outubro, nas quais o Presidente Evo Morales foi proclamado vencedor pelo órgão eleitoral, pelo quarto mandato consecutivo, mas a oposição e os movimentos cívicos denunciam fraude eleitoral e exigem a sua renúncia e novas eleições.

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