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Presidente boliviano denuncia "golpe em andamento"

O Presidente boliviano, Evo Morales, denunciou a existência de um "golpe em andamento", na sequência de motins por parte da polícia registados na sexta-feira em três cidades do país.

Presidente boliviano denuncia "golpe em andamento"

"Irmãs e irmãos, a nossa democracia está em perigo por causa do golpe em andamento que grupos violentos lançaram contra a ordem constitucional. Denunciamos perante a comunidade internacional esse ataque ao Estado de Direito", afirmou Evo Morales à saída de uma reunião de emergência, com vários ministros e com o comandante das forças armadas, o general Williams Kaliman.

"Peço ao nosso povo que cuide pacificamente da democracia e da CPE (Constituição Política do Estado) para preservar a paz e a vida como a propriedade suprema acima de todo interesse político", acrescentou.

Dezessete dias após o início dos protestos contra a reeleição de Morales, pelo menos três unidades policiais demonstraram o seu apoio aos manifestantes, na cidade de Cochabamba, Sucre (sul, capital da Bolívia) e Santa Cruz (leste). Cenas de confraternização entre agentes policiais e manifestantes da oposição foram observadas na capital.

Antes da reunião de emergência, o Governo da Bolívia disse que não pretende mobilizar as Forças Armadas.

O ministro da Defesa boliviano, Javier Zavaleta, afirmou que o Presidente Evo Morales, que é constitucionalmente o capitão geral das Forças Armadas, deu ordens para que os militares não saiam às ruas.

"Nenhum militar vai às ruas de qualquer cidade do país", afirmou Zavaleta, que reconheceu que houve um motim policial na cidade de Cochabamba, mas garantiu que relatos de revoltas policiais semelhantes em outras zonas do país se tratam de "rumores".

O líder cívico Luis Fernando Camacho exortou os militares, através do Twitter, a "apoiar a cidadania mobilizada".

Camacho tornou-se o principal opositor de Evo Morales exigindo que o Presidente boliviano renuncie ao cargo devido a uma suposta fraude eleitoral nas eleições de 20 de outubro.

Os protestos duram há mais de duas semanas na Bolívia, depois da oposição e movimentos civis terem denunciado fraudes na contagem dos votos a favor do Presidente, que a comissão eleitoral deu como vencedor para cumprir um quarto mandato.

Os comités da oposição não reconhecem a vitória e exigem a renúncia de Evo Morales e a repetição do escrutínio.

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