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“Essa história de que a Amazónia pertence à humanidade é bobagem”

Para o ministro do Meio Ambiente brasileiro cabe ao Brasil escolher e implementar o modelo de preservação da floresta.

“Essa história de que a Amazónia pertence à humanidade é bobagem”

O ministro do Meio Ambiente brasileiro, Ricardo Salles, deu uma entrevista ao jornal Estadão, onde faz declarações polémicas sobre a tragédia que atingiu o Brasil nas últimas semanas: os fogos na Amazónia.

Para o governante, de 44 anos, nos últimos 30 anos o Brasil seguiu uma agenda ambiental “que não soube conciliar o desenvolvimento económico com a preservação”, por isso as acusações e a repercussão de que o desmatamento e as queimadas na Amazónia estão a ter um pouco por todo o mundo não passam de “incompreensão de uma parcela do público” e de “desinformação”.

“Não bloqueamos nenhuma política pública ou interrompemos nada do que vinha sendo feito até agora para justificar essa mobilização. É preciso ter em conta que parte dessa campanha contra o Brasil vem de entidades ambientalistas, de ONGs que estão descontentes com o fim dos recursos fartos que elas recebiam, porque nós estamos a fechar a torneira. Elas vão fomentando essa campanha internacional que não é nada boa para o Brasil […]. Nem tudo o que sai lá para fora tem respaldo na realidade aqui dentro. Há uma grande diferença entre os factos e as versões”, disse Ricardo Salles, reproduzindo por outras palavras o que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, já tinha dito esta semana.

Devido à alegada desinformação, o ministro do Meio Ambiente brasileiro garantiu que nos próximos meses vai visitar os EUA, assim como a Europa, para “fazer esse esclarecimento”, “mostrar o que o Brasil já faz” e tudo o que querem fazer.

Quanto às declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, que disse que as queimadas que estão a ocorrer na Amazónia são “uma crise internacional”, Ricardo Salles diz que este está apenas a querer “tirar dividendos da situação, sobretudo no momento em que as suas próprias políticas ambientais não estão a ser bem sucedidas, em especial no que se refere ao não cumprimento das metas de redução das emissões de carbono, previstas no Acordo de Paris”.

Mas as acusações do ministro brasileiro não acabam por aqui. Ricardo Salles diz que “a Amazónia não é o pulmão do mundo”, é sim “património brasileiro”.

A Amazónia tem uma função importante para a questão climática aqui no Brasil. Ela é um património brasileiro. Essa história de que pertence à humanidade é uma bobagem. Nós temos soberania sobre a Amazónia. Somos nós que temos de escolher um modelo, que tem de ser viável economicamente, de proteção da nossa floresta. Somos nós que temos de escolher e somos nós que temos de implementar”, atirou.

Recorde-se que a Amazónia está a ser devastada por vários fogos há cerca de três semanas. Ainda hoje, centenas de incêndios avançaram nesta floresta, considerada por muitos o pulmão do planeta. As autoridades brasileiras disseram este sábado que estão disponíveis aviões militares e 44 mil soldados para combater os fogos que teimam em não serem dominados.

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