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Talibãs autorizaram reabertura de centros de saúde no Afeganistão

Os talibãs autorizaram hoje uma organização não-governamental (ONG) sueca no Afeganistão a reabrir dezenas dos seus centros de saúde a oeste de Cabul, depois de terem ordenado na quarta-feira o seu fecho.

Talibãs autorizaram reabertura de centros de saúde no Afeganistão
Notícias ao Minuto

16:01 - 19/07/19 por Lusa

Mundo Saúde

A Comissão de Saúde dos talibãs deu ao Comité Sueco para o Afeganistão (SCA, na sigla em inglês) a "permissão para retomar as suas operações", anunciaram os talibãs num comunicado.

O SCA indicou hoje que começou imediatamente a reabrir as suas clínicas, pedindo aos funcionários que regressassem ao trabalho.

Na quarta-feira, os rebeldes ordenaram que a ONG fechasse 42 dos seus 77 centros de saúde, após um ataque das forças especiais afegãs no início de julho contra uma das suas clínicas na província de Wardak, durante o qual quatro pessoas - um técnico de laboratório, um guarda e dois cuidadores - foram mortos.

O SCA não permaneceu "imparcial" e não conseguiu proteger o centro médico, acusaram os talibãs, alegando que as forças dos Estados Unidos também participaram no ataque.

"Enquanto ONG, fizemos o que podíamos", frisou o SCA, que descreveu o ataque como uma violação flagrante do direito internacional humanitário.

Os militares dos EUA recusaram-se a comentar sobre o incidente, remetendo a agência de notícias France-Presse (AFP) para o Ministério da Defesa afegão.

Uma investigação está em curso, referiu Fawad Aman, um porta-voz daquele Ministério, à AFP acrescentando que os rebeldes geralmente escondem-se nas casas das pessoas e às vezes usam os hospitais como escudos durante confrontos com forças de segurança.

Os talibãs já fecharam centros de saúde e bloquearam campanhas de vacinação contra a poliomielite em áreas sob seu controlo.

Hospitais e profissionais de saúde têm sido frequentemente alvo do conflito no Afeganistão.

No ano passado, os talibãs alertaram o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) de que não mais protegeria os seus funcionários, levando a organização a reduzir significativamente as suas atividades em solo afegão.

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