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Eleição de Von der Leyen no epicentro da agenda da sessão plenária do PE

A votação para a eleição da alemã Ursula von der Leyen, indicada pelo Conselho Europeu para a presidência da Comissão Europeia, será o ponto alto da sessão plenária do Parlamento Europeu, que começa na segunda-feira em Estrasburgo.

Eleição de Von der Leyen no epicentro da agenda da sessão plenária do PE
Notícias ao Minuto

08:42 - 13/07/19 por Lusa

Mundo Ursula von der Leyen

Na terça-feira, a ainda ministra alemã da Defesa terá a sua 'prova de fogo' na assembleia europeia: depois de proferir uma declaração inicial, às 9h00 locais (menos uma hora em Lisboa), e de debater com os eurodeputados quais serão as suas prioridades para os próximos cinco anos até às 12h30, Ursula von der Leyen terá de aguardar pela votação agendada para as 18:00 para ver (ou não) confirmada a sua nomeação como presidente da Comissão Europeia.

A candidata designada pelo Conselho Europeu necessita obter uma maioria absoluta - metade dos eurodeputados mais um -- para suceder ao luxemburguês Jean-Claude Juncker na presidência do executivo comunitário, mas após a ronda de consultas com os grupos políticos com assento no Parlamento Europeu (PE) a sua nomeação não parece certa.

Com o garantido respaldo político da sua família, o Partido Popular Europeu (PPE), Von der Leyen precisa ainda de convencer os Socialistas e Democratas (S&D) e os liberais do Renovar a Europa que, após terem reunido com a candidata, mantiveram a indecisão quanto ao sentido de voto das suas bancadas, condicionando-o às respostas que esta der aos seus pedidos e aos compromissos que estiver disposta a assumir.

À política alemã bastaria, para ser eleita, o apoio das três maiores famílias políticas -- o 'seu' Partido Popular Europeu (PPE), socialistas e liberais --, as que estão representadas no Conselho Europeu e que acordaram o 'pacote' de nomeações para os cargos institucionais de topo da União Europeia para os próximos cinco anos, e que entre si somam 444 eurodeputados.

Se falhar na missão de convencer socialistas e liberais, e tendo em conta que dentro do próprio PPE pode haver dissidentes - o voto é secreto -, Von der Leyen poderá ser mesmo 'chumbada', já que os Verdes europeus e a Esquerda Unitária (GUE/NGL) já anunciaram que votarão contra, e os eurocéticos Identidade e Democracia e grupo dos Conservadores e Reformistas monstraram-se pouco propensos a apoiar a nomeação, em resposta ao 'cordão sanitário' imposto aos seus eurodeputados pelas grandes famílias políticas na distribuição dos lugares de responsabilidade do PE.

Neste momento, o número de eurodeputados que compõem o hemiciclo é de 747 e não 751, visto que a Dinamarca ainda não comunicou à assembleia europeia quem vai ficar com o lugar de Jeppe Kofod, que terminou o mandato para se tornar ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, e Espanha não preencheu três lugares, devido à questão catalã, pelo que a política alemã necessitaria de 374 votos favoráveis.

Caso a candidata apontada pelo Conselho Europeu há uma semana, depois de uma longa maratona negocial que se prolongou durante três dias, não obtenha a maioria necessária, os chefes de Estado e de Governo terão de propor um novo candidato no prazo de um mês.

A eleição da próxima presidente da Comissão Europeia remete para segundo plano a restante agenda daquela que é a segunda sessão plenária do novo PE, nomeadamente o debate sobre a situação política, económica, social e humanitária na Venezuela com a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, na terça-feira à noite - uma resolução será depois votada na quinta-feira.

Outro debate, desta feita sobre as operações de salvamento no Mediterrâneo e as posições divergentes dos países da UE em matéria de migração e asilo, decorra na quarta-feira, às 15:00, na presença de representantes do Conselho e da Comissão.

No mesmo dia, às 10h00, o primeiro-ministro finlandês, Antti Rinne, vai apresentar aos eurodeputados as prioridades da presidência finlandesa do Conselho da UE para este semestre e, às 12:00, a assembleia vai votar a composição numérica das delegações, responsáveis pelos contactos do PE com países fora da UE, com a lista dos eurodeputados que vão integrar cada delegação a ser anunciada em plenário ao final da tarde.

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