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França anuncia visita de conselheiro diplomático francês a Teerão

A Presidência de França anunciou hoje a visita do conselheiro diplomático francês, Emmanuel Bonne, a Teerão, na terça e quarta-feira, para reunir-se com as autoridades iranianas e trabalhar em prol da diminuição da tensão à volta do acordo nuclear.

França anuncia visita de conselheiro diplomático francês a Teerão
Notícias ao Minuto

19:27 - 08/07/19 por Lusa

Mundo Teerão

Emmanuel Bonne vai a Teerão para montar os elementos para diminuir o clima de tensão com o Irão, "com ações que devem ser feitas imediatamente antes de 15 de julho", indicou a Presidência francesa, sem avançar mais detalhes.

A notícia da visita do conselheiro diplomático francês surge após Teerão ter anunciado produzir urânio enriquecido a 4,5%, um nível proibido pelo acordo internacional de 2015 sobre o seu programa nuclear.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou hoje que o Irão começou a enriquecer urânio a um nível proibido pelo acordo nuclear alcançado em 2015 com as grandes potências internacionais.

"Os inspetores da agência verificaram a 08 de julho que o Irão enriqueceu urânio acima dos 3,67% [grau máximo de enriquecimento de urânio permitido pelo acordo]", disse um porta-voz da AIEA, citado num comunicado.

No domingo, a França pediu ao Irão que acabe com todos os incumprimentos do acordo nuclear de 2015 e adiantou estar em contacto com as partes implicadas com vista ao fim das tensões.

Uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês indicou, em comunicado, que a França encara com "grande inquietação" o anúncio de Teerão de que começou a enriquecer urânio acima do limite de 3,67% fixado no acordo, esperando a confirmação da Agência Internacional de Energia Atómica.

Já no sábado, o Presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou a vontade de "explorar até 15 de julho as condições de uma retoma do diálogo com todas as partes".

O acordo de 2015, assinado pelo Irão e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China), mais a Alemanha, previa o levantamento de sanções internacionais à República Islâmica.

Teerão, pelo seu lado, comprometeu-se a reduzir as suas capacidades nucleares durante vários anos, aceitando maior vigilância do programa nuclear, de modo a tornar virtualmente impossível o fabrico de uma arma atómica, pretensão que sempre negou, mantendo uma indústria nuclear civil.

Contudo, em maio de 2018, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a saída do país do acordo nuclear e voltou a impor ao Irão uma série de sanções que penalizam, em particular, o setor petrolífero, crucial para os iranianos.

O regime iraniano justificou o incumprimento de alguns dos seus compromissos com o argumento de que os europeus não tornaram efetivos os seus, com os quais Teerão esperava contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos.

Teerão reclama dos outros signatários do acordo nuclear, sobretudo dos países europeus, que o ajudem a continuar a vender o seu petróleo e a fazer trocas comerciais com o estrangeiro.

O Reino Unido e a Alemanha já apelaram ao Irão para que recue na sua decisão relativa ao enriquecimento de urânio a uma taxa proibida no acordo nuclear assinado em Viena, Áustria.

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