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Mais de 500 empresas pedem a Trump que evite guerra comercial com a China

Mais de 500 empresas dos EUA pedem numa carta a Donald Trump que evite uma guerra comercial com a China, antecipando um impacto de 1% no PIB norte-americano e a perda de mais de dois milhões de empregos.

Mais de 500 empresas pedem a Trump que evite guerra comercial com a China
Notícias ao Minuto

15:39 - 14/06/19 por Lusa

Mundo EUA

A iniciativa integra uma campanha contra a subida das tarifas protagonizada por mais de 150 associações de vários setores económicos, entre os quais o retalho, a indústria, a tecnologia e a agricultura.

A carta, disponível na página eletrónica dos promotores, é assinada por um total de 661 entidades: 141 associações empresariais e 520 empresas, entre as quais as cadeias de distribuição Walmart e Costco e os grupos de moda de Levi Strauss e Gap.

Os signatários tomaram esta posição face à possibilidade de os EUA virem a impor à China tarifas adicionais de 25% sobre produtos avaliados em 300.000 milhões de dólares (266.000 milhões de euros), 60% dos quais são bens de consumo.

Na carta, sustentam que a imposição de novas tarifas terá um impacto "significativo, negativo e a longo prazo" na economia norte-americana, nos negócios e nas famílias.

Segundo os signatários, as tarifas "não são uma ferramenta eficaz" para alterar as "práticas comerciais injustas" da China, porque recaem diretamente sobre as empresas norte-americanas.

As 661 empresas e associações pedem à administração de Trump que regresse à mesa de negociações e que trabalhe com os aliados dos EUA na procura de soluções realistas.

"Uma escalada da guerra comercial não interessa ao nosso país e prejudicará as duas partes", lê-se no documento.

Os impulsionadores da iniciativa calculam que uma subida adicional das tarifas, somada às que já foram aplicadas, se traduzirá na perda de mais de dois milhões de postos de trabalho nos EUA e terá um impacto negativo no produto interno bruto (PIB) do país de cerca de 1%.

Adicionalmente, custaria uma média de 2.000 dólares (1.776 euros) a cada família norte-americana.

No passado dia 20 de maio, um grupo de mais de 170 empresas, entre as quais as multinacionais Nike e Adidas, exigiram a Trump que eliminasse o calçado da lista de produtos chineses cujas importações poderiam vir a ser afetadas por tarifas de 25%.

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