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PPE insiste no direito de escolher próximo presidente da Comissão

O grupo parlamentar do Partido Popular Europeu (PPE) reiterou hoje que deve ser Manfred Weber o próximo presidente da Comissão Europeia, defendendo que a força política mais votada "deve liderar" a governação da União Europeia.

PPE insiste no direito de escolher próximo presidente da Comissão
Notícias ao Minuto

13:36 - 12/06/19 por Lusa

Mundo Europa

Em declarações aos jornalistas à margem das jornadas parlamentares do grupo do Partido Popular Europeu, que decorrem em San Sebastián, Espanha, o primeiro-ministro croata Andrej Plenkovic - e um dos 'negociadores' do PPE sobre os cargos institucionais de topo da União Europeia - defendeu esse princípio.

"A posição do PPE é conseguir a presidência da Comissão Europeia e é o único posto de alto nível que o partido considera, o que é lógico depois dos resultados das eleições europeias", defendeu o croata.

O primeiro-ministro croata salientou que o PPE foi a força política mais votada nas últimas europeias.

"O que é mais natural do que dar ao vencedor relativo a oportunidade de formar governo? E a Comissão Europeia é, de certa forma, o Governo da Europa", defendeu.

Plenkovic, que na semana passada participou num jantar entre negociadores das principais famílias políticas, entre os quais o primeiro-ministro português, António Costa, considerou que se tratou de uma reunião "aberta e agradável", mas com posições bem definidas de todos os lados.

"As primeiras posições estão completamente identificadas: nós apoiamos Weber, os socialistas [Frans] Timmermans e os liberais [Margrethe] Vestager", apontou, defendendo a necessidade de continuar as negociações.

O jantar informal decorreu na passada sexta-feira no Palácio d'Egmont, em Bruxelas, e reuniu o primeiro-ministro português, António Costa, e o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, os coordenadores dos Socialistas europeus nas negociações, os primeiros-ministros belga, Charles Michel, e holandês, Mark Rutte, coordenadores da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), e os primeiros-ministros croata, Andrej Plenkovic, e letão, Krisjanis Karins, 'negociadores' do Partido Popular Europeu.

Para Plenkovic, está também em causa o respeito pelo processo de escolha dos 'spitzenkandidat' (candidatos eleitos pelas famílias políticas), que se estendeu por quase nove meses no PPE.

Também Manfred Weber, cuja falta de experiência política executiva tem sido apontada como uma fraqueza pelas outras famílias políticas, disse continuar "positivo e motivado", quer pela sua reeleição unânime como líder parlamentar na semana passada quer pelo apoio dos líderes do PPE representados no Conselho Europeu.

"O que estamos a fazer é defender os princípios básicos da estrutura democrática: muitas pessoas participaram nas eleições, mais pessoas levaram as eleições europeias a sério, temos de levar os resultados a sério", considerou.

"A minha família política está a defender o direito à liderança", acrescentou, contrapondo que existe também a vontade de "compromisso" com as restantes famílias políticas pró-europeias, não só ao nível dos cargos institucionais, como do conteúdo.

Por essa razão, apontou, a partir de quinta-feira em Bruxelas começarão as negociações com os socialistas, liberais e Verdes para definir as prioridades dos próximos cinco anos da União Europeia.

"O conteúdo também é importante", salientou Weber.

Entre os dez eurodeputados do grupo do PPE escolhidos para este processo inclui-se o português José Manuel Fernandes (número dois na lista do PSD), e trabalhará nas áreas das políticas económicas e sociais, onde se incluem as questões ligadas ao emprego, comércio, impostos ou União Económica e Monetária.

As negociações para a escolha dos cargos institucionais de topo da UE incluem as presidências do Parlamento, Comissão e Conselho, o cargo de Alto Representante para Política Externa e a liderança do Banco Central Europeu (BCE).

O Conselho Europeu, presidido por Donald Tusk, deverá tomar uma decisão final na cimeira de 20 e 21 de junho, podendo o futuro ou futura presidente da Comissão ser eleito pelo Parlamento Europeu no mês seguinte.

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