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Autópsia de Julen revela que menino morreu "poucos minutos" após queda

Autoridades forenses descartam que morte do menino tenha sido causada pelas operações de resgate. Cai assim por terra a defesa do único acusado pela morte da criança, o dono do terreno.

Autópsia de Julen revela que menino morreu "poucos minutos" após queda

O relatório da autópsia ao corpo de Julen Roselló, o menino de dois anos que caiu a um poço em Málaga, em janeiro, revelou que a criança morreu em resultado da queda no poço, e não por causa das operações de resgate, defesa escolhida pelo dono do terreno.

Julen, recorde-se, foi resgatado sem vida depois de 13 dias de operações em torno do poço de água onde caiu, num terreno em Totalán, Málaga.

De acordo com fontes judiciais citadas pela Europa Press, os especialistas forenses dizem que a morte da criança aconteceu às 13h50 do dia 13 de janeiro, "poucos minutos" depois de ter caído no poço.

Esta informação faz cair por terra a defesa do único acusado pela morte da criança, o dono do terreno. A defesa de David Serrano, com recurso a um relatório técnico apresentado no Tribunal de Instrução n.º 9 de Málaga, alegava que a máquina usada para medir a profundidade do poço poderia ter sido a responsável pela morte da criança, ao ter golpeado o menino.

Porém, o relatório estabelece que a morte do menino aconteceu quatro horas antes de ter sido usada a máquina pela primeira vez.

As causas de morte apontadas são traumatismo cranioencefálico e na medula espinhal, apresentando duas fraturas, uma na região occipital e outra na região temporal esquerda.

Os especialistas referem ainda que não se tratou de uma queda livre, conforme tinha sido antes avançado, mas antes uma queda "desacelerada" pelo roçar da roupa nas saliências das paredes do poço.

Julen, recorde-se, caiu num poço de prospeção de água com cerca de 70 metros de profundidade no dia 13 de janeiro. O corpo foi encontrado às 01h25 da madrugada de 26 de janeiro, tendo sido retirado cerca de três horas depois.

As operações de resgate, que decorreram de forma ininterrupta ao longo de 13 dias, tornaram-se numa luta contra o tempo, que foi esmorecendo a esperança mas nunca a vitalidade e vontade do dispositivo de centenas de pessoas, contornando obstáculos de orografia e geologia, durante mais de 300 horas de trabalho. 

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