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Macron admite "impaciência" e avisa que extensão não é dado "adquirido"

O presidente francês advertiu hoje, à chegada ao Conselho Europeu, em Bruxelas, que a concessão de uma extensão longa ao Reino Unido para deixar a UE está longe de ser um dado adquirido e depende dos argumentos da primeira-ministra britânica.

Macron admite "impaciência" e avisa que extensão não é dado "adquirido"
Notícias ao Minuto

17:36 - 10/04/19 por Lusa

Mundo Brexit

"Para mim, nada é adquirido. Nada. E em particular, quando oiço os rumores, qualquer extensão longa. Devemos compreender hoje o porquê desse pedido, qual o projeto político que o justifica e quais são as propostas claras" do Reino Unido, declarou Emmanuel Macron à chegada à sede do Conselho, que hoje acolhe mais uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da UE dedicada ao Brexit.

Lembrando que "faz 34 meses que o referendo britânico teve lugar" e que o Acordo de Saída foi negociado ao longo de dois anos, o presidente francês defendeu que "o tempo das decisões é agora", e admitiu mesmo que será "com muita impaciência" que vai ouvir o que a primeira-ministra Theresa May tem a dizer, quando hoje voltar a solicitar uma extensão do Artigo 50.º.

Macron sublinhou que, acima de tudo, é necessário preservar "a viabilidade e unidade do projeto europeu", e é "indispensável que nada comprometa o projeto europeu nos meses pela frente", particularmente importantes para a Europa.

Os chefes de Estado e de Governo da UE a 27 vão analisar hoje em Bruxelas o segundo pedido de adiamento do 'Brexit' até 30 de junho, numa discussão em que precisamente o compromisso do Reino Unido de organizar eleições europeias assumirá particular relevância.

A data, rejeitada pelos líderes europeus em 21 de março passado, volta a estar em cima da mesa, depois de May ter concordado com a realização de eleições europeias naquele país, embora com a pretensão de poder aprovar a lei para o 'Brexit' a tempo de cancelar o escrutínio.

Na carta que escreveu ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, na sexta-feira, para formalizar o pedido de extensão do Artigo 50.º do Tratado de Lisboa até 30 de junho, May referiu não ser nem do interesse do Reino Unido nem da UE que o país participe nas eleições para o Parlamento Europeu, mas disse aceitar "a opinião do Conselho Europeu de que se o Reino Unido continuar a ser membro da União Europeia em 23 de maio, teria a obrigação legal de realizar eleições".

A insistência de Theresa May nessa data prende-se com o facto de 30 de junho ser a véspera da sessão de encerramento da sessão legislativa do atual Parlamento Europeu, com a tomada de posse dos novos eurodeputados a acontecer no dia 02 de julho.

Há três semanas, os líderes dos 27 rejeitaram prolongar a data de consumação do Brexit até 30 de junho, devido à recusa do Governo britânico de realizar eleições europeias, concordando antes com uma extensão até 22 de maio, se o Acordo de Saída fosse aprovado, ou 12 de abril, se fosse chumbado, o que veio a acontecer.

A cimeira de hoje, na qual Portugal está representado pelo primeiro-ministro António Costa -- favorável a que seja concedida ao Reino Unido uma extensão longa e sem demasiadas condicionalidades -, teve início às 18:00 locais em Bruxelas (17:00 de Lisboa), com a tradicional troca de impressões com o presidente do Parlamento Europeu, António Tajani.

Depois de o presidente da assembleia abandonar a sala, May dirigir-se-á aos restantes líderes, seguindo-se então a discussão entre os 27, que terá início num jantar de trabalho e ameaça prolongar-se noite dentro.

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