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Tripulação do avião da Ethiopian Airlines "seguiu procedimento"

Relatório preliminar dá conta de que equipa "não conseguiu controlar" o Boeing 737 Max 8 apesar de terem feito tudo como manda o procedimento.

Tripulação do avião da Ethiopian Airlines "seguiu procedimento"

O relatório preliminar sobre a queda do avião da Ethiopian Airlines revela que a tripulação "seguiu todos os procedimentos dados pelo fabricante repetidamente, mas não conseguiu controlar o aparelho". A informação foi revelada pela ministra dos Transportes, Dagmawit Moges, durante uma conferência de imprensa na capital etíope de Adis Abeba.

Os investigadores do acidente não identificaram danos nos sensores do avião que pudessem ter contribuído para a queda do aparelho, nem "problemas no design estrutural" da aeronave. O relatório desmente assim a notícia inicialmente avançada pelo Wall Street Journal, a que a ABC deu seguimento, que apontava um sensor danificado pelo embate como uma ave ou um objeto como a causa do acidente.

Mas o documento dá conta de que o aparelho possuía uma licença de voo válida, bem como a tripulação, e que as caixas negras com os registos de voz e de dados e "documentos adicionais reunidos pelo operador" do avião.

Deixaram ainda duas recomendações importantes: que a Boeing reveja e modifique o piloto automático do Boeing 737 Max 8 e que os reguladores internacionais verifiquem se o sistema foi corretamente alterado pelo fabricante antes de permitirem que o modelo de avião volte a voar.

Num comunicado, publicado no Twitter após a conferência, a companhia aérea fez questão de deixar claro que estavam "muito orgulhosos" de que os pilotos tivessem seguido os procedimentos de emergência e do seu "alto nível de profissionalismo".

O CEO da Ethiopian Airlines, Tewolde GebreMariam, recordou ainda que "ainda estão em luto profundo pela perda".

Recorde-se que o voo ET302 despenhou-se, a 10 de março, seis minutos depois da descolagem de Adis Abeba, matando todos os 157 passageiros.

Este foi o segundo incidente a envolver um Boeing 737 Max 8 no espaço de cinco meses. Em outubro do ano passado, um avião da Lion Air caiu na Indonésia com 189 pessoas a bordo. Com o relatório desta quinta-feira o escrutínio em torno da Boeing deverá aumentar.

Após este segundo acidente, perto de 60 países interditaram o seu espaço aéreo ou suspenderam temporariamente a utilização de aeronaves Boeing 737 Max.

[Notícia atualizada às 10h05]

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