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Caravana da petrolífera Anadarko atacada na província de Cabo Delgado

Um grupo desconhecido atacou hoje uma caravana da petrolífera norte-americana Anadarko, tendo ferido quatro pessoas, informou à Lusa fonte ligada à empresa e que integrava a caravana.

Caravana da petrolífera Anadarko atacada na província de Cabo Delgado
Notícias ao Minuto

17:31 - 21/02/19 por Lusa

Mundo Moçambique

O ataque ocorreu por volta das 16h50 (14h50 em Lisboa), quando a caravana seguia para o acampamento da multinacional em Palma, explicou a fonte, que continuava retida no local sob escolta das Forças Armadas de Defesa e Segurança.

O grupo, desconhecido e que integrava cerca de 15 homens, vestidos de preto, disparou contra a caravana, tendo ferido quatro pessoas, e obrigado os carros a seguirem caminhos diferentes, acrescentou a fonte.

"O nosso carro ficou retido na estrada, porque há informações de que eles estão espalhados por aqui. As Forças de Defesa chegaram. Ainda estamos aqui sem saber se vamos para frente ou para trás", explicou a fonte, acrescentando que os feridos estavam a ser assistidos por médicos na ambulância da caravana.

A Lusa contactou o porta-voz da Polícia moçambicana em Cabo Delgado, Augusto Guta, que disse não ter conhecimento sobre o assunto, reservando eventuais declarações para mais tarde.

Numa primeira reação oficial, enviada à Lusa, a empresa disse ter tomado conhecimento do incidente, prometendo mais detalhes "logo que possível".

"Estamos ainda a recolher informação e daremos mais detalhes logo que possível", refere a Anadarko.

Este é o primeiro ataque conhecido a alvos de empresas envolvidas nos projetos de gás na bacia do Rovumo desde a eclosão, em outubro de 2017, da violência armada em Cabo Delgado.

A onda de violência em Cabo Delgado (2.000 quilómetros a norte de Maputo, no extremo norte de Moçambique, junto à Tanzânia) eclodiu após um ataque armado a postos de polícia de Mocímboa da Praia por um grupo com origem numa mesquita local que pregava a insurgência contra o Estado e cujos hábitos motivavam atritos com os residentes desde há dois anos.

Depois de Mocímboa da Praia, têm ocorrido vários ataques que se suspeita estarem relacionados com o mesmo tipo de grupo, sempre longe do asfalto e fora da zona de implantação das fábricas e outras infraestruturas das empresas petrolíferas que vão explorar gás natural.

A petrolífera Anadarko já havia anunciado à Lusa que as obras estavam a decorrer com "segurança reforçada", devido a proximidade dos ataques anteriores.

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