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"Putin está determinado a sabotar as democracias de todo o mundo"

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou hoje que o Presidente russo, Vladimir Putin, representa uma ameaça para as democracias de todo o mundo.

"Putin está determinado a sabotar as democracias de todo o mundo"

Pompeo emitiu estas declarações ao chegar à Eslováquia, no âmbito da sua digressão pela Europa central para combater a crescente influência da Rússia e da China.

"Vladimir Putin está determinado a sabotar as democracias de todo o mundo, não tenham dúvidas! Deveríamos ser muito frontais sobre este assunto", disse o chefe da diplomacia norte-americana a estudantes de Jornalismo em Bratislava.

Em seguida, alertou os eslovacos para "a necessidade de se precaverem contra os meios económicos e outros utilizados pela China para criar dependência e manipular [o seu] sistema político".

Procurando destacar o papel dos Estados Unidos na queda do comunismo, numa altura em que a Rússia tem cada vez mais apoiantes no antigo bloco de Leste, Pompeo declarou ao Presidente eslovaco, Andrej Kiska, que já há "demasiado tempo que a América não estava profundamente envolvida aqui", uma referência ao facto de a sua visita ser a primeira de um chefe da diplomacia norte-americano à Eslováquia em 14 anos.

Pompeo encontrou-se também com cinco antigos prisioneiros políticos do regime comunista em frente a um memorial chamado Porta da Liberdade, na fronteira com a Áustria, onde 400 pessoas foram mortas entre 1945 e 1989, durante tentativas de passar para o outro lado da Cortina de Ferro.

"Onde antes havia arame farpado e guardas armados, as pessoas, os bens e as informações circulam livremente agora", congratulou-se Pompeo.

"Os Estados Unidos mantiveram-se ao lado do povo eslovaco enquanto amigos e parceiros nos últimos 30 anos e continuaremos a apoiá-lo durante as próximas décadas", prometeu.

Por sua vez, o Presidente eslovaco sublinhou que os Estados Unidos são "um parceiro e aliado importante".

Washington está preocupada com a dependência energética dos países europeus em relação à Rússia.

Na segunda-feira, na Hungria, um dos países mais pró-russos da União Europeia (UE), o secretário de Estado norte-americano comunicou ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, as suas preocupações com o rápido desenvolvimento das relações políticas e económicas do seu país com Moscovo e Pequim.

Pompeo falou, nomeadamente, do recente acordo com a gigante chinesa das telecomunicações Huawei para a rede 5G na Hungria.

A Huawei está a provocar crescente preocupação no Ocidente por causa da possibilidade de espionagem em favor da China.

De acordo com um alto responsável norte-americano, Mike Pompeo transmitirá uma mensagem similar à Eslováquia, muito dependente da Rússia para as suas importações de energia.

"O objetivo geral que podem ver na Europa Central é análogo ao da nossa estratégia na Ásia-Pacífico: trata-se de sublinhar, em setores vulneráveis em que os nossos adversários, os chineses ou os russos, estão a ganhar terreno, que nós queremos aumentar o nosso envolvimento diplomático, militar e cultural", explicou esse responsável.

Os Estados Unidos estão também a tentar apoiar mais órgãos de comunicação social independentes na região, acrescentou.

O chefe da diplomacia húngaro, Peter Szijjarto, acolheu bem a proposta de estreitar relações com Washington, embora protestando contra as críticas norte-americanas às relações do seu país com a Rússia e a China, que classificou como "uma enorme hipocrisia", já que o Ocidente mantém relações comerciais com Moscovo, nomeadamente no setor energético.

Pompeo seguirá hoje ainda para a Polónia, onde decorre na quarta e na quinta-feira uma conferência dedicada à influência do Irão no Médio Oriente.

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