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Escritor inventou que tinha cancro e que a família tinha morrido

Dan Mallory é o autor do 'bestseller' 'A Mulher à Janela'. Ao longo dos anos foi criando diversas mentiras, expostas recentemente num artigo da New Yorker. Justifica o seu comportamento com o facto de ser bipolar.

Escritor inventou que tinha cancro e que a família tinha morrido
Notícias ao Minuto

17:49 - 06/02/19 por Fábio Nunes 

Mundo Dan Mallory

Poderia ser uma das histórias que Dan Mallory escreve mas não é. O autor do ‘bestseller’ ‘Mulher à Janela’ inventou que tinha um tumor no cérebro. No entanto, esta não foi a única doença nem a única mentira que Dan Mallory criou ao longo dos anos, como dá conta a New Yorker que expôs publicamente esta e outras mentiras do autor.

O livro a ‘Mulher à Janela’ foi publicado no ano passado e tornou-se um ‘bestseller’, elogiado pela crítica literária e por autores reconhecidos como é o caso de Stephen King. “É um daqueles raros livros que realmente não conseguimos parar de ler”, escreveu King. O sucesso foi tal que vai chegar ao cinema no início do próximo ano. As filmagens tiveram lugar no ano passado em Nova Iorque e a adaptação ao cinema será protagonizada por Amy Adams e Gary Oldman.

Mas Ian Parker da New Yorker desvendou um historial de mentiras de Mallory. Uma dessas mentiras é a de que tinha um tumor no cérebro. Uma invenção que partilhou quando se inscreveu na Universidade de Oxford e durante o seu percurso profissional em editoras de Londres e Nova Iorque.

O The Guardian falou com um dos autores publicados pela Sphere, uma das editoras em que Dan Mallory trabalhou. O escritor afirma que Mallory falava frequentemente sobre ter cancro e chegou a dizer-lhe que quando leu um dos seus manuscritos teve de usar uma pala no olho pois tinha perdido a visão depois de ter sido operado ao tumor no cérebro.

Dan Mallory também mentiu sobre as suas qualificações. Disse a vários superiores e a autores que tinha um doutoramento na Universidade de Oxford. Mas o prestigiado estabelecimento de ensino confirma que Mallory concluiu um mestrado em 2004 e que nunca submeteu uma tese de doutoramento.

Contou a colegas de editoras que a mãe tinha morrido vítima de um cancro e que o seu irmão se tinha suicidado. Na inscrição para começar o doutoramento em Oxford escreveu que toda a sua família tinha morrido.

Num comunicado divulgado por Dan Mallory, o autor reagiu ao artigo da New Yorker. Confirmou que nunca teve cancro e que no passado tinha a doença para disfarçar a sua luta contra o distúrbio bipolar de que padece. “Tem sido horroroso, não menos, porque na minha angústia fiz, disse ou acreditei em coisas que habitualmente não diria, faria ou em que acreditaria – coisas das quais, em muitos casos, não tenho qualquer tipo de recordação”.

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