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Itália pede extradição imediata de Cesare Battisti da Bolívia

O presidente da República Italiano, Sergio Mattarella, congratulou-se hoje com a detenção de Cesare Battisti, condenado por quatro homicídios na década de 70 e preso na Bolívia, após fugir do Brasil, e pediu a sua extradição de imediato.

Itália pede extradição imediata de Cesare Battisti da Bolívia
Notícias ao Minuto

13:11 - 13/01/19 por Lusa

Mundo Sergio Mattarella

Sergio Mattarella pediu às autoridades bolivianas que o ex-militante de esquerda seja "prontamente entregue às autoridades italianas para que cumpra a pena de prisão perpétua pelos graves crimes que cometeu" em Itália há quatro décadas.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, garantiu, entretanto, que as famílias das quatro vítimas assassinadas "podem finalmente obter justiça", adiantando que um avião já vai a caminho da Bolívia para transportar Battisti para uma cadeia italiana.

Entretanto, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, congratulou-se também pela detenção de Battisti.

"Felicito os responsáveis pela captura do terrorista Cesare Battisti", escreveu o Presidente brasileiro na sua conta no Twitter, horas depois da captura do ex-militante da extrema esquerda em Santa Cruz de la Sierra, mas sem mencionar as autoridades bolivianas.

Battisti, de 64 anos, foi membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas.

Em 1993 acabou condenado à revelia a prisão perpétua por vários assassínios cometidos entre 1977 e 1979.

Fugiu para França e, em 2004, quando este país estava prestes a revogar o seu estatuto de refugiado político, viajou para o Brasil, onde permaneceu escondido por três anos.

A fuga terminou no Rio de Janeiro em março de 2007, quando foi preso numa operação conjunta de agentes do Brasil, Itália e França.

O STF autorizou a sua extradição em 2009 numa decisão não vinculativa, que deixou a decisão final nas mãos do ex-Presidente Lula da Silva, que a rejeitou no dia 31 de dezembro de 2010, último dia do seu mandato, e desde então o italiano vivia em liberdade no Brasil.

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