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Amnistia denuncia uso excessivo da força contra manifestantes em França

A Amnistia Internacional denunciou hoje "o uso excessivo" da força pelas autoridades francesas contra manifestantes e jornalistas nos protestos dos "coletes amarelos", e contra estudantes do ensino secundário que participaram na contestação social das últimas semanas em França.

Amnistia denuncia uso excessivo da força contra manifestantes em França
Notícias ao Minuto

18:51 - 14/12/18 por Lusa

Mundo Coletes Amarelos

"As autoridades francesas devem agir com moderação durante as manifestações anunciadas para este sábado e evitar qualquer repetição dos danos causados pela sua resposta extremamente dura aos protestos dos 'coletes amarelos' e movimentos estudantis", sustentou a organização de defesa dos direitos humanos em comunicado.

A Amnistia especificou que houve recurso a balas de borracha, granadas de fumo e gás lacrimogéneo contra manifestantes "que não estavam a ameaçar a ordem pública" e disse ter documentado numerosos casos de excessos policiais.

"Embora fazerem o seu trabalho em manifestações seja uma tarefa difícil [para os polícias], e alguns manifestantes tenham cometido atos violentos e ilegais, é essencial que as normas internacionais e francesas de direitos humanos sejam respeitadas", defendeu o ativista Rym Khadhraoui, investigador da Amnistia Internacional (AI) para a Europa Ocidental.

Por essa razão, Khadhraoui instou os agentes policiais a fazerem um uso da força limitado ao "estritamente necessário".

A AI recordou que 1.407 pessoas foram feridas durante os protestos que começaram a 17 de novembro, 46 das quais com gravidade, e que 717 foram agentes da polícia, da guarda e bombeiros, exigindo que "o uso excessivo da força por parte da polícia" seja alvo de uma investigação "independente, imparcial e eficaz".

A organização condenou também a violência de que muitos jornalistas denunciaram ter sido vítimas, em "ataques deliberados".

"Gravações analisadas pela Amnistia Internacional mostram um jornalista com um capacete da imprensa atingido pelas costas por uma granada de gás lacrimogéneo quando se afastava a pé dos polícias", descreveu.

Neste sentido, e na véspera de novos protestos dos "coletes amarelos", a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou também essas agressões à imprensa, a recusa dos agentes policiais de permitir aos repórteres acesso ao terreno e a apreensão de material de trabalho e de proteção.

A RSF recordou os direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos relativamente à liberdade de imprensa, bem como a autorização legal de conservar objetos que possam servir aos jornalistas de proteção.

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