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Macau exige à companhia de corridas plano imediato para realojar galgos

O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau (IACM) exigiu à Companhia de Corridas de Galgos a entrega imediata de um plano concreto para a localização do realojamento dos galgos.

Macau exige à companhia de corridas plano imediato para realojar galgos
Notícias ao Minuto

08:12 - 13/07/18 por Lusa

Mundo IACM

"O IACM enviou uma carta à Yat Yuen [Companhia de Corridas de Galgos] exigindo à companhia que entregue imediatamente um plano concreto para a localização do realojamento dos galgos e para proceder à fiscalização nos termos da Lei de Proteção dos Animais", indicou o instituto, em comunicado divulgado na quinta-feira à noite.

O IACM reiterou que a Companhia de Corridas de Galgos tem de abandonar o canídromo até 20 de julho, na sequência da recusa, por parte da Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ), do pedido da empresa para prolongar o contrato de exploração das corridas.

Na quinta-feira, a Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) considerou que a proposta da concessionária, que na quarta-feira tinha pedido uma extensão de 120 dias do contrato, "mostra-se limitada para o contributo na promoção da economia" de Macau, "em termos de diversificação e desenvolvimento como um centro mundial de turismo e de lazer".

A Yat Yuen tinha pedido ao Governo de Macau, em 2017, o prolongamento e alteração do mesmo contrato, solicitando autorização para transmitir corridas de galgos realizadas noutras regiões para a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), em vez das corridas de galgos realizadas no território.

Para o IACM, a obrigatoriedade da Companhia de Corridas de Galgos em sair no dia 20 de julho do canídromo não extingue a "obrigação de cuidar dos galgos existentes".

A Yat Yuen, pertencente à Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), fundada pelo magnata do jogo Stanley Ho, "como uma empresa de grande dimensão do território, tem responsabilidade e obrigação de realojar de forma devida os galgos", reiterou o instituto.

Isto significa que a empresa está obrigada a cumprir as condições jurídicas e a "procurar uma solução satisfatória para adoção" dos galgos que ainda não foram adotados".

Na quarta-feira, o IACM informou ter chegado a acordo com o Departamento de Agricultura, Pescas e Conservação de Hong Kong sobre a aplicação de medidas especiais de inspeção sanitária aos galgos na importação em Hong Kong, de forma a ajudar os residentes deste território na adoção mais rápida e segura destes animais.

A 02 de julho, o Governo de Macau exigiu à Companhia de Corridas de Galgos que apresentasse, até à passada terça-feira, um plano de realojamento dos animais não adotados após o fecho do canídromo, no final da próxima semana.

Em 2016, o Governo de Macau deu dois anos ao canídromo da cidade para mudar de localização e melhorar as condições dos cães usados nas corridas ou para encerrar a pista, considerada por organizações internacionais "a pior" do mundo.

No ano passado, a Sociedade Protetora dos Animais de Macau (Anima) lançou uma petição internacional para conseguir que cerca de 650 galgos do canídromo fossem adotados. Desde então, 50 instituições internacionais manifestaram-se, garantindo apoiar no plano de resgate ou comprometendo-se a encontrar casas adequadas para os cães.

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