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"Aprendi que com o AVC a vida não cessa, adequa-se"

Em Portugal, por hora há três pessoas que são vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Neste que é o dia Dia Nacional do Doente com AVC o Lifestyle ao Minuto foi conhecer a história de dois sobreviventes.

"Aprendi que com o AVC a vida não cessa, adequa-se"
Notícias ao Minuto

07:40 - 31/03/17 por Vânia Marinho 

Lifestyle Dia do AVC

Todos os anos, cerca de 25 mil portugueses sofrem um AVC. Cerca de três pessoas por hora, segundo a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC).

Hoje, 31 de março, assinala-se o Dia Nacional do Doente com AVC e o Lifestyle ao Minuto foi conhecer duas histórias bem diferentes de sobreviventes desta doença que continua a ser a principal causa de morte e incapacidade no país.

Rosa Maria tem 27 anos e teve um AVC aos 19. É um caso incomum, uma vez que os AVC são mais frequentes em pessoas mais velhas – com a maior parte a ocorrer em pessoas a partir dos 60 anos.

E não é só pela idade que é incomum, Rosa Maria também não tinha os chamados fatores de risco. Nunca fumou, é magra, era atleta de canoagem e saudável. Conta ao Lifestyle ao Minuto que nunca esperaria que as dores de cabeça que surgiram inesperadamente e que já duravam há uns dias seriam o sinal de que estava a ter um AVC.

Foram três as idas ao médico, entre centros de saúde e hospitais, mas só na última é que lhe foram feitos os primeiros testes de despiste de AVC, ou a busca dos sinais de alerta chamados três ‘F’: qualquer alteração na fala, qualquer alteração na face (os doentes identificam uma boca ao lado), e qualquer perda de força num dos membros do corpo.

Feito o exame de imagiologia, o diagnóstico estava dado: Rosa Maria tinha sofrido um AVC. Apesar de as causas serem muito difíceis de apontar nestes casos em que não há fatores de risco, Rosa conta ao Lifestyle ao Minuto que no hospital lhe disseram que a pílula que tomava “tinha sido a gota de água” para o seu corpo.

Hoje em dia Rosa Maria faz uma vida normal sem qualquer restrição, tem apenas de tomar uma aspirina por dia até ao fim da sua vida e teve de mudar de pílula. Mas comenta:Foi assustador. Ninguém está à espera, mas fiquei aliviada porque tinha muitas dores de cabeça

António Conceição, atual presidente da Portugal AVC, associação nacional de doentes com AVC em Portugal, criada em setembro do ano passado, contou a sua história ao Lifestyle ao Minuto através de vídeo.

Sofreu um AVC aos 41 anos, em 2008, enquanto exercia as suas funções de bancário. Conta que não tinha grandes fatores de risco, apenas um pouco de excesso de peso e o colesterol ligeiramente elevado. Não fumava, não tinha historial de AVC na família e até praticava exercício físico.

Teve sensações estranhas, a voz a enrolar, estava ao telefone e nem conseguiu escrever um número até ao fim. Faltavam-lhe forças nos braço e perna direitos.

Destaca: “Felizmente os meus colegas aperceberam-se de imediato da gravidade da situação e ligaram para o 112. Fui socorrido pelo INEM e transportado para o hospital.”

Mas ainda não estava tudo resolvido. Depois de lhe ser administrado o medicamento para o desentupimento da veia do cérebro, nas primeiras horas parecer que tudo corria bem. No entanto, “naquela noite o AVC isquémico transformou-se em hemorrágico, danificando ainda mais algumas áreas do meu cérebro. O prognóstico que os médicos tinham para mim era do mais negro possível: nas melhores das hipóteses só conseguiria dar uns passos com o auxílio de um andarilho e falaria sempre com grandes dificuldades.”

Mas António não baixou os braços. Iniciou um longo processo de recuperação, com fisioterapia intensiva, terapia ocupacional e da fala. Passados oito anos ainda faz fisioterapia, mas vive uma vida normal apesar das limitações que tem do lado direito.

Conta que anda sem qualquer auxílio, conduz e trabalha - ainda que em funções muito menos exigentes. “Faço a minha vida familiar e posso dizer que sou igualmente feliz”, destaca. E conclui:Aprendi que com o AVC a vida não cessa, adequa-se, mas prossegue

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