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Cancro da próstata: Nova técnica destrói células cancerígenas em minutos

O procedimento é feito em poucos minutos.

Cancro da próstata: Nova técnica destrói células cancerígenas em minutos
Notícias ao Minuto

08:30 - 10/11/21 por Notícias ao Minuto

Lifestyle Cancro

Há um procedimento que os médicos creem  ser capaz de destruir as células cancerígenas em poucos minutos, preservando as funções urinária e sexual. Trata-se da eletroporação irreversível - também conhecida por nanoknife - que, por estar a dar os primeiros passos em Portugal, não é ainda disponibilizada no Serviço Nacional de Saúde. 

De acordo com os especialistas, a técnica permite tratar o cancro na próstata em cerca de 30 a 90 minutos, através de uma intervenção minimamente invasiva, sendo possível ter alta logo no dia seguinte. A intervenção - sob anestesia geral - consiste na introdução de agulhas através do períneo, entre o ânus e os testículos, "e entre cada par de agulhas é gerado um campo elétrico de alta intensidade e curtíssima duração, que destrói apenas a membrana celular", explica José Sanches de Magalhães, urologista com mais de vinte anos de experiência no Instituto Português Oncologia do Porto, em comunicado. Como não inclui incisões, "o tempo de recuperação é bastante reduzido, com menos dor no pós-operatório".

A eletroporação irreversível é uma técnica de terapia focal que preserva as funções da glândula, utilizada no tratamento focal do cancro da próstata localizado e igualmente no tratamento do cancro no pâncreas, nos rins e no fígado, e que está a dar os primeiros passos em Portugal. Acredita-se que não danifica os tecidos e as estruturas adjacentes às lesões, uma vez que utiliza impulsos elétricos para destruir as células cancerígenas.

A intervenção preserva a glândula e "permite minimizar efeitos secundários associados ao tratamento, tais como a disfunção erétil, a impotência sexual ou o risco de incontinência urinária", sublinha o médico.

Por ser um tratamento focal, guiado por tecnologia de fusão de imagens de ressonância magnética e ecografia, permite tratar apenas a zona com doença clinicamente significativa, como esclarece Sanches de Magalhães. "Enquanto as terapias radicais, como a prostatectomia radical ou a radioterapia, têm efeitos secundários muitas vezes irreversíveis, a terapia focal tem a vantagem de preservar as funções urinária e sexual, para além de ser uma técnica minimamente invasiva e com uma recuperação muito rápida."

Atualmente, é procedimento dispendioso. No entanto, há já subsistemas de saúde a comparticipar quase a totalidade do mesmo, ainda que por reembolso da despesa e não adiantamento do valor.

Leia Também: Investigadores do Porto em projeto inovador contra cancro da próstata

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