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Saúde da gengiva pode ser um fator de risco para demência, sugere estudo

Estes são os resultados de um novo estudo publicado esta quarta-feira na 'Neurology'.

Saúde da gengiva pode ser um fator de risco para demência, sugere estudo

Quem já teve doença gengival conhece as consequências de uma saúde bucal precária - como o mau hálito, sangramento, descoloração dos dentes e até a perda dos mesmos. Mas a doença gengival, especialmente o tipo mais avançado, conhecido como doença periodontal, pode afetar muito mais do que a boca.

A doença periodontal está associada a uma ampla gama de condições de saúde, incluindo doenças cardíacas, derrame e diabetes.

Agora, um novo estudo, publicado esta quarta-feira na revista Neurology, acrescentou a demência a essa lista. Segundo a pesquisa, existe um vínculo entre os estágios da doença periodontal, que pode causar a perda de dentes e ossos, e um leve comprometimento cognitivo e demência 20 anos depois.

"Examinámos a saúde dental das pessoas durante um período de 20 anos e descobrimos que as pessoas com a doença gengival mais grave no início do nosso estudo tinham um risco cerca de duas vezes superior de comprometimento cognitivo leve ou demência", disse Ryan Demmer, autor do estudo, citado pela CNN.

Isso pode ser explicado por certas bactérias na boca - o microbioma oral, explicou Demmer. "O microbioma oral é central. Julgo que as bactérias na boca que causam doenças periodontais também são uma causa para resultados sistémicos (doenças cardiovasculares, demência, etc.)", informa. "Usamos medidas periodontais em muitos dos nossos estudos porque são um marcador substituto da exposição crónica a bactérias orais adversas".

Segundo o autor, um outro possível vínculo entre a doença periodontal e a demência é mais indireto, com doenças cardiometabólicas, como doenças cardiovasculares e diabetes, a servir de causa intermediária.

Os investigadores acompanharam um total de 8.275 pessoas durante cerca de 18 anos. No início do estudo, os participantes foram avaliados tendo em conta o comprometimento cognitivo leve e a demência e realizaram um exame periodontal completo. No geral, 1.569 pessoas, ou 19%, desenvolveram demência durante o estudo. Das pessoas que tinham gengivas saudáveis e todos os dentes no início do estudo, 264 de 1.826, ou 14%, desenvolveram demência até o final do estudo. Entre aqueles com doença gengival leve no início da pesquisa, 623 de 3.470, ou 18%, desenvolveram demência. Para participantes com doença gengival grave, 306 de 1.368, ou 22%, desenvolveram demência. E 376 de 1.611, ou 23%, desenvolveram demência no grupo que não possuía dentes.

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