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O Rodas cresceu: "Sinto que estou mais adulto, mais seguro de mim"

Tiago Aldeia esteve à conversa com o Fama Ao Minuto e falou-nos dos 14 anos de carreira, que tiveram como ponto de partida o estrondoso sucesso de 'Morangos Com Açúcar'.

O Rodas cresceu: "Sinto que estou mais adulto, mais seguro de mim"

Tiago Aldeia tinha 17 anos quando se estreou no fenómeno que era a série‘Morangos Com Açúcar’, onde dava vida ao rebelde Rodas. Desde então, protagonizou vários papéis desafiantes, como o do filme ‘Cigano’, em 2013, que mereceu algumas distinções internacionais.

O sonho da representação nasceu ainda em criança com as visitas aos ‘decor’ de novelas que fazia na companhia do pai. Hoje, aos 31 anos, o ator esteve à conversa com o Fama Ao Minuto para nos contar como tudo se desenrolou desde aí.

É quase inevitável falar da sua carreira sem mencionar o nome Rodas, da série ‘Morangos Com Açúcar’. Foi a primeira personagem e já passaram 14 anos. Para o seu público ainda é o Rodas? É uma personagem que vai ficar para sempre na história da sua carreira?

Há muitas pessoas que se recordam do Rodas, mas hoje em dia identificam-me com outras personagens e pelo meu nome. Mas, sim, há sempre uma nova geração. Os ‘Morangos’ foram um fenómeno no seu tempo porque não havia Facebook nem redes sociais, por isso a televisão tinha uma força maior do que tem hoje em dia. Teve um grande impacto e, além disso, tem uma repetição contínua.

Quando acho que o Rodas está a passar, não está. Para lá de ter ficado na geração dos 30 [anos], a minha geração, fica também nas outras e há sempre um miúdo de quatro anos que vem ter comigo e me chama Rodas. Vai marcando gerações. Tenho um grande carinho por essa personagem.

Sente que este papel foi a rampa de lançamento para os projetos que veio a abraçar depois? Sente que construiu grandes bases com essa experiência?

Com certeza. Foi o primeiro trabalho, teve imenso impacto e sucesso. Acho que teve tudo a ver com o resto.

Como foi para um jovem de 17 anos lidar com tanto mediatismo? 

Quando saíamos à rua era o caos. Tenho algumas situações incríveis, nesse aspeto. A mais surreal foi uma vez quando fomos ao Teatro Sá da Bandeira para um espetáculo dos ‘Morangos Com Açúcar’ e só conseguimos sair de lá com um cordão policial de 12 polícias à nossa volta. Era a loucura.

Depois, o que acabou por acontecer nessa altura, foi que acabei por evitar sair à noite e quando saía ia o mais disfarçado possível. Mas nunca me aconteceu uma situação negativa. Acabei por ficar amigo desse grupo de atores dos ‘Morangos’ porque passávamos muitas horas juntos a gravar e acabámos por formar um grupo muito unido.

Fala-se muitas vezes que esta série juvenil foi uma grande escola de atores. Considera que a geração dos ‘Morangos Com Açúcar’ foi bem sucedida no meio da representação?

Alguns, sim. Acho que, no fundo, as carreiras são feitas de oportunidades e os ‘Morangos Com Açúcar’ surgiram como uma oportunidade para muitas pessoas. Depois, mediante a oportunidade, há uns que vingam e outros que não. É como tudo na vida. Acho que nesse sentido pode ser sido uma boa montra de oportunidades para o início de uma carreira.

Sinto que estou mais adulto, mais seguro de mim mesmo, como é natural da idade. Obviamente, sinto que cresciMas o Rodas cresceu… Quem é hoje o Tiago Aldeia? O que mudou desde então?

Para já mudaram alguns anos - passaram 14 [risos]. Sinto que estou mais adulto, mais seguro de mim mesmo, como é natural da idade. Obviamente, sinto que cresci.

Quais são as principais características que um ator deve ter para se manter ativo na profissão?

Ser versátil nas suas construções [personagens]. Ser versátil a nível de profissão: Fazer teatro, cinema, televisão… Acho que é importante aproveitar as diversas valências que a profissão pode ter.

Hoje sente que já conquistou o seu lugar na representação?

Espero que sim. Mas é sempre um ‘work in progress’. Em primeira instância, para mim, que procuro sempre ter papéis mais desafiantes e para que sinta uma progressão. E se isso acontecer comigo, as pessoas também vão querer ver mais de mim.

Como agora com a comédia ‘Mais respeito que sou tua mãe’. As pessoas saem do teatro e dizem: “Não estava nada à espera de o ver neste registo. Estou sempre habituado a vê-lo de ‘mauzão’. Fez-me rir o tempo todo”. Para mim, isto é das melhores coisas que posso ouvir. Quando uma pessoa que não é do meio [da representação] me identifica como um ator versátil.

Gosto muito do cinema, talvez tenha uma magia especial para mim De todas as áreas - cinema, teatro e televisão - pelas quais já passou, qual s ente que é mais a sua ‘praia’?

Gosto de todas, mas cada uma tem o seu encanto. A televisão tem o seu imediatismo, a velocidade a que se faz. Foi também onde eu comecei com mais força e por isso tenho um carinho especial. O teatro é o teatro, é a energia. O que está a acontecer numa sala com aquelas pessoa dá-nos um feedback imediato. O cinema é intemporal, fica um registo para sempre, tem a sua magia. Eu gosto muito do cinema, talvez tenha uma magia especial para mim.

Num dos projetos mais recentes, a novela ‘Amor Maior’, interpretou uma personagem homossexual. Como foi viver este desafio? Considera que em Portugal ainda existe preconceito quanto às questões da orientação sexual?

Todas as personagens são um desafio. O público aceitou bem. Estava à espera de ouvir algumas bocas e não aconteceu, pelo contrário. Até foi criada uma página de fãs só com cenas do Henrique e do Ricardo com milhões de visualizações. Uma dimensão que não estava à espera. Mas acho que é preciso limar algumas arestas de preconceito que há na sociedade, mas que são cada vez menos. Cada vez é uma coisa mais normal, como é suposto ser.

Acho que é importantíssimo, nas novelas, que existam temas para que se possam limar arestas de preconceitoComo foi o feedback do público a esse trabalho?

Foi muito bom. Não senti nenhum feedback negativo ou pejorativo. Procurei na construção da personagem algo já contra o preconceito e essa foi a decisão da direção de atores também. Acho que é importantíssimo, nas novelas, que existam estes temas para que se possam limar essas arestas.

Ao fazer uma retrospectiva geral, qual foi o papel mais desafiante que enfrentou?

O ‘Cigano’. Uma longa metragem de David Bonneville, que correu imensos festivais e ganhou imensos prémios. É o tipo de desafio de que mais gosto porque significa entrar numa personagem de composição: Investigar, ir aos bairros, falar com as pessoas de etnia cigana, estudar música cigana. Entrei num registo completamente diferente.

Assim como a personagem Hugo Gomes na novela 'Espírito Indomável'...

Sim, nesse também tive um grande trabalho com psicólogos e uma psicanalista. Era um rapaz apaixonado pela própria irmã, por isso revelava claramente alguns problemas. E a nível físico também foi uma construção.

Esteve também na peça de teatro, 'Mais respeito que sou tua mãe', no Porto, o que fazia com que tivesse que estar a viver entre a sua casa (Lisboa) e a Invicta. Como foi essa experiência? Como é que conseguia gerir o seu tempo?

Eu adoro o Porto, é uma cidade incrível. É complicado, mas é muito gratificante. O público do Porto é um público diferente - e não é só do Porto, mas de todo o Norte do país. É incrível ver pessoas de Bragança ou Vila Real virem assistir ao espetáculo.

Faz parte da formação de um ator, também, lidar com a ausência de uma rotina?

Lido bem, já estou habituado. Já não estou habituado é a ter rotina. Acho que a rotina se faz consoante os projetos. O pior é quando se faz teatro, televisão e outra coisa, porque se chega tardíssimo e acorda-se muito cedo.

As duas coisas que mais gosto de fazer são representar e viajar

Sonha em internacionalizar a sua carreira?

Gostava, mas não passo muito tempo a pensar nisso. Gostava a nível dos projetos. Não é que cá não se tenha qualidade, mas os orçamentos são outros. Fazer um filme de época em Hollywood era realmente um sonho.

Só o facto de ir fazer o espetáculo ao Porto já é bom porque as duas coisas que mais gosto de fazer são representar e viajar. Já tive oportunidade de ir fazer um filme a Macau e só o facto de estar noutro sítio já me dá outra disposição para criar qualquer coisa. A viagem em si já me inspira porque adoro viajar.

O que é que ainda lhe falta concretizar?

Acabei de mencionar uma coisa que adorava fazer e nunca fiz, que é um filme de época. Adoro história, os reis e as rainhas e essa parte romântica da história. Acho que ficava muito bem a fazer de rei [risos].

Tem de haver limites na exposição. Já se partilha tanta coisa que desde sempre aprendi a resguardar-meManteve-se sempre discreto quanto à vida pessoal. É importante estabelecer um limite para a intimidade?

Sim, porque já é uma profissão que nos expõe tanto que tem de haver limites na exposição. Já se partilha tanta coisa que desde sempre aprendi a resguardar-me e é assim que me quero manter.

Quais as melhores memórias de infância?

A Feira Popular é uma coisa de que me lembro sempre. Sim, porque ainda sou desse tempo. A Feira Popular era uma coisa que me deixava deliciado. Ficava frenético, adorava.

Já sentia que queria seguir as artes do espetáculo? Quais eram os seus ídolos?

Sim, desde miúdo. Quando ia ao teatro, quando acompanhava o meu pai a alguns ‘decor’ de novelas. Na escola queria fazer teatro e cheguei a fazer. Os meus ídolos eram o Herman, o [Joaquim] Monchique, a Ana Bola, a [Maria] Rueff e ao longo do tempo tive oportunidade de conhecê-los e trabalhar com o Monchique nesta peça.

Quais as principais características que o definem?

O sentido de humor e a sensibilidade, no sentido de perceber as pessoas e as coisas à minha volta.

Sente-se uma pessoa romântica?

Sou. Acho que sim [risos].

Ter filhos condiciona a vida. Faz parte dos meus planos, mas quando estiver nos 40 Casar e ter filhos faz parte dos planos de Tiago Aldeia?

Faz, mas não para já. Quando era mais novo pensava que aos 20 anos já ia ter filhos, mas depois a pessoa vai crescendo e vai percebendo que ter filhos condiciona a vida. Faz parte dos meus planos, mas quando estiver nos 40.

Quais são os ingredientes essenciais para ver Tiago Aldeia feliz?

Arranjar um jato privado, colocar os meus amigos lá dentro, o melhor da gastronomia nacional, irmos todos para um destino de praia com água quente e está tudo bem.

Neste momento, quais os projetos que tem em mãos?

Tenho esta peça [‘Mais respeito que sou tua mãe’], que vai andar pelo país e estou a fazer umas ações para a Fundação PT, do qual sou embaixador, que são ações que procuram sensibilizar os jovens para o uso saudável da Internet.

Uma vez que estamos em contagem decrescente para entrar em 2018, é um fã de passagens de ano? O que costuma fazer nessa noite?

Costumo juntar os amigos mais próximos e fazer um jantar com tudo o que há de bom e do melhor para comemorar o ano que passou e a entrada no novo ano. A garrafa de champanhe não pode faltar, as passas, tudo como manda a tradição. Já passei em vários sítios, até em Copacabana, com vários amigos num apartamento.

Qual a passagem de ano mais inesquecível que viveu?

Precisamente essa em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um sétimo andar, uma festa fantástica, com tudo de bom - com empregados, até caviar -, a ver o fogo de artifício e depois fomos dar um mergulho.

Quais os votos para si, Tiago Aldeia, e para os portugueses para 2018?

Felicidade para toda a gente. Que corra tudo muito bem e que não haja incêndios. Que resolvam esta questão, organizem-se. De resto, pensamentos positivos é meio caminho andado para que em 2018 tudo corra bem.

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