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"Quando criticam só por criticar, deixo de lado e continuo a lutar"

O Fama ao Minuto esteve à conversa com Sara Carreira.

"Quando criticam só por criticar, deixo de lado e continuo a lutar"

Sara Carreira: é este o nome da nova promessa do mundo da música nacional. O apelido não engana. A jovem de 18 anos descende dos Carreira. Como filha de Tony Carreira e irmã de Mickael e David Carreira, Sara teve a oportunidade única de crescer envolvida pelos palcos, espetáculos e êxito em geral.

Entretanto, decidiu seguir os passos dos familiares e tornar-se também ela cantora. Até agora só tem motivos para sorrir. O seu dueto com o irmão David em 'Gosto de ti' já conta com mais de cinco milhões de visualizações no YouTube, enquanto o single 'Vou Ficar' soma um milhão e meio. 

Fique a conhecer um pouco mais sobre Sara Carreira.

Como é que se sentiu com o sucesso da sua música em dueto com David Carreira? Cinco milhões de visualizações é um marco importante

O 'Gosto de ti' é sem dúvida uma música muito especial para mim, não só porque foi um presente do David, mas também porque foi mais uma oportunidade para estar em contacto com o público antes de lançar o meu primeiro single, 'Vou Ficar'. Ganhei alguma experiência para me sentir mais preparada na minha estreia a solo.

Sempre teve o 'bichinho' da música ou foi um 'amor' que adquiriu com a sua família?

A música para mim é algo muito natural, algo com que acabei por lidar toda a minha vida através da minha família e não conheço outra realidade.

A primeira recordação a sério é a do Olympia, um momento muito especial para mim, até porque eu e o meu pai chorámos nessa noite Lembra-se da primeira vez em que cantou em público? Como é que foi? Estava muito nervosa?

A primeira vez que me lembro foi em março de 2013 no Olympia com o meu pai e cantei o 'Hoje menina, amanhã mulher', mas acredito que tenha cantado antes disso, porque costumava muitas vezes em pequenina ir para palco com o meu pai. Tinha cerca de cinco anos e ia dançar com as bailarinas e nessa altura devo ter cantado alguma coisa. Mas a primeira recordação a sério é a do Olympia, um momento muito especial para mim, até porque eu e o meu pai chorámos nessa noite. Estava muito nervosa, mas ainda hoje sempre que subo a um palco ou vou a um programa de televisão fico nervosa.

Na escola sempre conseguiu lidar bem com o facto de ‘ser filha de’ ou ainda sofreu algum tipo de preconceito?

Lidar com o facto de 'ser filha de' foi mais complicado para mim quando era mais nova, em que me vi obrigada a lidar com certas situações menos agradáveis. Com o tempo fui-me habituando e aprendi a lidar.

O que é que a levou a desistir da faculdade e a dedicar-se inteiramente à carreira musical?

Não desisti da faculdade, simplesmente mudei de curso. Estava em Estudos Asiáticos e agora estou a estudar Cultura e Comunicação. Tem sido difícil conciliar as duas coisas, porque estou a dar prioridade à música neste momento, mas não tenciono desistir da faculdade. É uma forma de me sentir mais segura e sei que poderei usar sempre a comunicação na minha carreira na música.

O meu pai diz que sem trabalho nunca vou conseguir nada, acho que isso é o mais importanteQual foi o conselho que o seu pai lhe deu quando decidiu que queria apostar na música?

O melhor conselho que já ouvi da minha família foi para acreditar em mim e nas minhas capacidades. Para lutar sempre pela minha carreira e pelo projeto que tenho vindo a construir no mundo da música. O meu pai diz que sem trabalho nunca vou conseguir nada, acho que isso é o mais importante.

Pretende ser uma cantora de cariz mais romântico, como o seu pai, ou mais pop, como o David?

Não sei muito bem que tipo de artista vou ser no futuro, ainda me estou a descobrir a mim própria. [Tenho de] Perceber o que mais gosto de me ouvir a cantar e o que funciona com a minha voz. Portanto, ainda não sei se vou ser mais romântica como o meu pai ou mais pop como o David. Provavelmente, uma mistura dos dois. A música de um artista está em constante evolução e, por isso, o que sou hoje não é quem serei daqui cinco ou dez anos.

Acha que o facto de ser mulher influenciou a forma como se lançou? Há sempre aquele toque feminino? Ou foi algo em que não se focou?

A verdade é que não me foquei muito nisso, a minha principal preocupação foi que o meu primeiro impacto sozinha com o público fosse bastante genuíno e que mostrasse quem eu realmente sou.

Gosto muito quando elogiam a minha vozQual foi o melhor elogio que recebeu desde que se lançou como cantora?

A verdade é que estou a viver uma fase muito bonita da minha vida, estou a ser muito mimada pelo público e estou muito grata por isso tudo. Não há um melhor elogio, mas adoro quando dedicam a minha música a alguém que é especial para elas, é algo que me deixa muito feliz. Gosto muito quando elogiam a minha voz.

Quais são os seus artistas preferidos (além da sua família)?

Há muito talento em Portugal. Gosto muito de vários artistas nacionais, como Carolina Deslandes, Fernando Daniel, Diogo Piçarra. Também gosto de hip hop, Wet Bed Gang, Piruka… Gosto de vários estilos e de ir conhecendo sempre o que aparece.

Tenho de ganhar mais confiança em mim e nas minhas capacidades Quais os pontos fortes que considera ter enquanto cantora e quais aqueles que ainda precisa de melhorar?

Um dos meus pontos fortes enquanto cantora é ser muito transparente com o público. O que sou em cima de um palco é igual ao que sou em casa todos os dias. Considero-me ainda uma artista muito focada, perfecionista. No entanto, tenho de ganhar mais confiança em mim e nas minhas capacidades, com o tempo tenho vindo a melhorar.

Considera que os seus fãs são diferentes dos dos seus irmãos?

Conheço o público do meu pai e dos meus irmãos, porque já atuei com eles e já assisti a centenas de concertos. No meu caso, ainda não sei quem é o meu público, apesar de já ir conhecendo através das redes sociais e de falar com eles regularmente, porque tento responder ao máximo de mensagens que me enviam. Mas vai ser completamente diferente estar em contacto direto com os meus fãs em concertos, o que ainda não aconteceu. Só no próximo ano quando fizer uma tour inteira é que vou perceber quem são as pessoas que gostam de me ouvir e que gostam das minhas músicas.

Crescer em contacto com este ramo foi uma escola para mim, aprendi a lidar com certas situações que por vezes são mais difíceisAo longo do seu crescimento sempre observou o exemplo do seu pai, sobretudo em termos mediáticos. Isso preparou-a de alguma maneira para a parte menos boa da profissão, como por exemplo, as críticas negativas?

Crescer em contacto com este ramo foi uma escola para mim, aprendi a lidar com certas situações que por vezes são mais difíceis. Lido bem com as críticas desde que sejam construtivas, aprendo muito com isso. Quando são pessoas que criticam só por criticar mesmo, deixo de lado e continuo a lutar por aquilo que quero.

O facto de ainda ser muito nova e já ter lidado com algumas situações mais difíceis a nível pessoal, por exemplo o final do seu relacionamento, levou a que se tornasse mais precavida quanto à vida privada?

Tento não expor a minha vida pessoal em demasia até para evitar este tipo de situações, mas se estiver a passar por uma fase menos positiva, prefiro passar isso às pessoas através da minha música como aconteceu com o 'Vou Ficar'.

As redes sociais são fundamentais atualmente para a estratégia digital de um artista. Quais as grandes vantagens do seu uso para a Sara?

As redes sociais são muito importantes para promover o nosso trabalho, mas também para estarmos em contacto com as pessoas que nos acompanham diariamente. O feedback das pessoas que me seguem é muito importante na evolução da minha carreira porque me permite ter uma reação quase instantânea do que estou a fazer.

Além da música gostaria de apostar em outras áreas profissionais?

Neste momento estou focada a 100% na minha carreira musical e, por isso, nem me imagino a fazer outra coisa que não música.

Qual é o seu grande sonho como cantora?

Tenho muitos sonhos enquanto cantora. Quero conseguir construir uma carreira sólida, chegar aos 30 anos de carreira e sentir que tenho um público fiel ao meu lado. Olho para a carreira do meu pai como exemplo, não só pelo sucesso mas também pela relação com as fãs e esse é um dos meus grandes objetivos. Quero viver momentos únicos com as pessoas que gostam da minha música.

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