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"Assusta-me que as redes sociais sejam uma praça pública"

O mais recente projeto de Fernando Daniel prende-se com o lançamento de um livro sobre as redes sociais, 'Enredo', editado pela Betweien. Conversámos com o músico sobre esta iniciativa dedicada aos mais jovens.

"Assusta-me que as redes sociais sejam uma praça pública"
Notícias ao Minuto

09:00 - 03/04/19 por Rita Alves Correia 

Fama Fernando Daniel

'Enredo' é o mais recente projeto com a assinatura de Fernando Daniel. E não, não falamos de música. Trata-se de um livro que alerta para os perigos das redes sociais e elenca várias sugestões de como prevenir situações de risco - como facejacking ou uso indevido de identidade. 

A iniciativa dedica-se, sobretudo, a um público infanto-juvenil e o músico tem feito chegar a sua mensagem através de várias sessões de apresentações em escolas. Segundo o próprio, a agenda está já preenchida até outubro. 

Conversámos com Fernando Daniel, que diz ser "dependente das redes" e perguntámos-lhe o que mais o assusta no mundo online. 

Como surgiu a ideia de um livro?

Surgiu com o convite da Betweien. Disseram-me que achavam que eu era a pessoa indicada para abraçar este projeto. Explicaram-me que era sobre redes sociais e tinha o objetivo de mostrar aos jovens de todas as idades que as redes sociais não são um bicho de sete cabeças. São perigosas, mas também nos ajudam a divulgar coisas boas. Disseram-me que como tenho alguma influência e sou muito ativo nas redes sociais, conseguia chamar a atenção dos jovens. Achei interessante, podia fugir um bocadinho da minha zona de conforto e chegar a mais pessoas de outra maneira.

É um projeto, sobretudo, dedicado a um público infanto-juvenil. Que desafios encontrou?

Acaba por ser para os jovens no geral. Apesar de o livro ter uma característica mais didática e mais infantil, é um livro facilmente adaptável a jovens da minha idade, até mais velhos e mesmo adultos.

Tenho sobrinhos pequenos e estou habituado, mas é sempre engraçado nas apresentações. A malta vai à espera de me ver cantar e fica um bocadinho pasmada quando eu começo a falar de algo que não é sobre música. É bom, acaba por captar a atenção deles.

Quais são as perguntas mais frequentes?

A primeira é sempre se vou cantar alguma música. Depois, em relação ao livro, perguntam se já fui vítima de alguns casos como facejacking ou usurpação de identidade. Já lhes disse que quando era miúdo, eu e os meus amigos brincávamos muitas vezes com o facejacking. Tinham acabado de surgir as redes sociais e achávamos que era uma brincadeira gira, mas com o passar do tempo percebemos que não é bem assim. Certas coisas, no futuro, fora de contexto podem parecer muito mal.

Perguntam-me se sou eu que faço a gestão das minhas redes sociais, perguntam se o YouTube ajudou a lançar a minha carreira. Não ajudou a lançar-me, mas a dar os primeiros passos na música e arranjar coragem para enfrentar câmaras.

Numa fase anterior o YouTube teve esse papel importante. Mas numa fase posterior, quando já tinha iniciado a sua carreira musical, também foi importante para consolidar?

Claro que sim, eles também me perguntam muitas vezes isso: Qual a importância das redes sociais na minha carreira. Ainda hoje o YouTube é uma grande plataforma para mim porque vou mostrando concertos, vou lançando singles para lá. Consolida o meu trabalho. Mostra às pessoas a minha música.

No livro existe um enorme leque de conselhos para prevenir situações desagradáveis nas redes sociais. Quais destacaria como os mais importantes?

A internet é algo permanente. Se escrevermos uma coisa e daqui a dois meses quisermos apagar, há sempre alguém que vê e pode tirar ‘print’ [captura de ecrã]. Mesmo que já não esteja lá, as pessoas têm acesso. Um dos conselhos que dou é pensar duas vezes antes de publicar alguma coisa e outro conselho que dou aos jovens é para quando recebem um convite, falarem com os pais antes de aceitarem.

A forma como se vive as redes sociais hoje em dia acaba por influenciar os estilos de vida, os padrões de beleza. Considera que se vive uma certa ilusão sobre o que é publicado nas redes sociais?

Acho que vivemos muito dentro das redes sociais, mas nem sempre é mau, depende de como as usamos. Ser dependente das redes sociais não é mau - porque eu sou dependente - desde que consigamos unir a dependência à consciência. Mas assusta-me um bocado as redes sociais serem uma praça pública, onde qualquer pessoa pode julgar e enxovalhar alguém e sair impune.

Desde que se tornou figura pública que lida com as redes sociais. Em algum momento viveu uma situação menos confortável?

Ao concorrer em programas de talentos sabia que ia estar exposto à crítica. Claro que é sempre chato quando vejo alguém dizer que não canto bem ou não fui feito para isto. Mas eu trabalho é para as pessoas que estão lá todos os dias a partilhar as minhas coisas, que vão aos meus concertos. É com essas pessoas que eu me importo.

Este foi um projeto fora da música. Tem algum outro âmbito em que gostaria de se envolver?

Através da música gostaria de fazer algumas coisas que tenho em mente. Não sei se posso revelar, mas gostava de ajudar pessoas com dificuldades várias. Outra coisa era entrar em contacto com o IPO para saber em que medida posso ser útil, uma vez que já sou dador de sangue. É uma causa que me é próxima porque perdi uma pessoa com cancro. Mexe comigo e por isso gostaria de ajudar.

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