Meteorologia

  • 19 OUTUBRO 2018
Tempo
16º
MIN 15º MÁX 16º

Edição

Conselho de Energia UE acorda meta de interligações. Portugal satisfeito

O Conselho de ministros da Energia da União Europeia acordou estabelecer uma meta de 15% interligações entre os Estados-membros num documento legislativo, tendo hoje o Governo português saudado em Bruxelas este "passo significativo, como nunca tinha sido dado".

Conselho de Energia UE acorda meta de interligações. Portugal satisfeito
Notícias ao Minuto

11:31 - 19/12/17 por Lusa

Economia Decisão

"Pela primeira vez vai haver um documento legislativo que estabelece objetivos de interligações entre os países. A interligação entre a Península Ibérica e França é quase oito vezes menos do que aquela que está estabelecida agora [15%] para 2030 e, portanto, estamos muito satisfeitos. Deu-se um passo muito significativo, como nunca tinha sido dado até agora", declarou à Lusa o secretário de Estado da Energia, que participou na "maratona" negocial concluída ao início da madrugada.

Sublinhando que a questão das interligações sempre foi para o Governo "a questão estratégica", pois a grande dificuldade para a Península Ibérica no mercado europeu de Energia "tem sido a não existência de interligações com o resto da Europa", Jorge Seguro Sanches reforçou que aquilo que se obteve agora no Conselho -- e que terá ainda de ser aprovado pelo Parlamento Europeu -- constitui "um progresso como nunca houve até agora".

"Até agora tinha havido sempre declarações políticas, declarações de intenções, e pela primeira vez estamos a trabalhar num texto legislativo que foi aprovado em Conselho", o que significa que o objetivo dos 15% "ficará em regulamento, ou seja, será de aplicação direta no espaço da UE".

Atualmente, a capacidade total instalada de interligações entre a Península Ibérica e o resto da Europa é de 2,6%.

O governante sublinhou que Portugal tem duplamente a ganhar com a verdadeira abertura do mercado energético europeu, tirando partido do desenvolvimento das energias renováveis, área onde, considerou, o país "é um excelente exemplo".

"Nós temos aqui uma grande possibilidade de podermos ser beneficiados por duas razões: primeiro, porque temos uma grande possibilidade de exportar energia renovável para o resto da Europa; mas também tem uma vantagem que é que nós, desta forma, também vamos conseguir que os preços em Portugal sejam mais competitivos, porque significa que vamos ter mais mercados a conseguir também injetar eletricidade no nosso país, e com certeza que com isto vão ganhar os consumidores", disse.

O secretário de Estado representou Portugal num Conselho de Energia entre segunda-feira e hoje no qual os 28 negociaram quatro dossiês legislativos pertencentes ao chamado 'Pacote Energias limpas'.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Receba as melhoras dicas de gestão de dinheiro, poupança e investimentos!

Tudo sobre os grandes negócios, finanças e economia.

Obrigado por ter ativado as notificações de Economia ao Minuto.

É um serviço gratuito, que pode sempre desativar.

Notícias ao Minuto Saber mais sobre notificações do browser

Campo obrigatório