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Portugal é o país que mais crustáceos compra a Moçambique

Portugal é o país que mais crustáceos compra a Moçambique, de acordo com os dados das exportações de 2016 do Instituto Nacional de Estatística moçambicano, consultados pela Lusa.

Portugal é o país que mais crustáceos compra a Moçambique
Notícias ao Minuto

14:13 - 14/11/17 por Lusa

Economia Exportações

O país lusófono da África Austral exportou no último ano 38,2 milhões de dólares de lagostas, camarões e espécies relacionadas e cerca de um terço da mercadoria (36,2%) teve como destino Portugal - seguido pela China (27,5%) e Espanha (19,5%).

Ou seja, a Península Ibérica foi o destino da maioria (55,7%) do produto vendido ao estrangeiro.

Além dos crustáceos, o açúcar é outro produto que Portugal mais compra.

De acordo com os dados de 2016, divulgados pelo INE na última semana, as exportações de Moçambique para solo português valeram 32,6 milhões de dólares, 42,5% em crustáceos e 45,2% em açúcares.

Portugal está fora dos 10 principais destinos de exportação de Moçambique, mas é o quinto país do qual a nação lusófona africana mais importa, posição que já ocupava em 2015.

No último ano, a conta ascendeu a 305,6 milhões de dólares dispersos por uma lista de cerca de 900 produtos, sem que haja especial preponderância de qualquer um, numa lista de valor liderada por material em ferro e aço para construção, material elétrico, livros e impressões, móveis e componentes e vinho.

O valor caiu 33% relativamente a 2015, em que as importações oriundas de Portugal valeram 457 milhões de dólares - sendo que em 2016, pior ano de crise em Moçambique, as importações em geral caíram a pique, com uma quebra de 37,5%.

A África do Sul é o principal parceiro externo de negócios de Moçambique.

Os dados do INE moçambicano refletem os dados recolhidos junto de entidades oficiais, como a Autoridade Tributária de Moçambique e serviços alfandegários, ficando de fora uma percentagem desconhecida de mercadorias que circulam de forma ilegal (contrabando) e que diversas autoridades e empresas ainda classificam como um flagelo com impacto nalgumas atividades económicas.

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