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Trabalhadores de cantinas e refeitórios? "Não saímos da cepa torta"

O secretário-geral da CGTP juntou-se aos trabalhadores do setor da restauração que estão em greve, esta segunda-feira.

Trabalhadores de cantinas e refeitórios? "Não saímos da cepa torta"
Notícias ao Minuto

12:35 - 27/05/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

Economia Espanha

O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, solidarizou-se com os trabalhadores de cantina e refeitórios, alojamento e restauração, que estão em greve junto à principal associação patronal do sector (AHRESP), esta segunda-feira.

"A questão fundamental" é a "nível da contratação coletiva", disse, no local da manifestação, lamentando: "Não saímos da cepa torta".

"Aqueles que vêm para a comunicação social e dizem que é no diálogo social que as coisas têm que se alterar, que há necessidade da contratação coletiva, que há necessidade de discutir... Coloca-se isto, mas depois, não saímos da cepa torta", esclareceu, em declarações à RTP.

Tiago Oliveira lamentou que, "num setor que é central na economia nacional, importantíssimo, que emprega milhares e milhares trabalhadores", a proposta apresentada aos sindicatos seja de "salários perto do salário mínimo nacional".

O secretário-geral da CGTP-IN criticou que, "principalmente" no caso das cantinas, "o contrato já não é revisto há 20 anos" e que "há na lei matérias que permitem à associação patronal chantagear os sindicatos para que se faça passar legislação na concertação social que piora as condições de vida".

"As leis têm que ser revistas no âmbito da contratação coletiva e têm que se valorizar os trabalhadores, aumentando salários dignamente. Se todos os dias, as associações patronais do setor vêm dizer que a taxa de ocupação bateu recordes, que o turismo está em alta, então porque é que nada disto reverte para quem trabalha?", concluiu.

Já à agência Lusa, Tiago Oliveira disse que "quando se fala que é preciso diálogo social, que é preciso concertação social, que é preciso negociação", a CGTP constata, e é por isso que "os trabalhadores estão em luta, é que todos os contratos [da restauração, alojamento e refeitórios] estão bloqueados e não há negociação".

E prosseguiu: "É uma luta que diz respeito aos direitos dos trabalhadores e contra os retrocessos sociais. Tem a ver com a negociação da contratação coletiva, com os aumentos dos salários dignos e justos para os trabalhadores, contra a precariedade laboral e a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais".

Par o líder sindical, o turismo é um dos "principais setores da economia nacional", que gera lucros, mas onde "os salários são completamente esmagados".

"Assiste-se ao esmagamento dos salários quando as unidades hoteleiras atingem recordes, atrás de recordes de ocupação de quartos. Os salários mantêm-se sempre pelo salário mais baixo, a precariedade é cada vez maior, e os horários de trabalho são cada vez maiores e mais desregulados", adiantou.

Por isso, é que os trabalhadores se manifestam e "decidiram demonstrar [com a greve e esta concentração] que estão completamente contra este rumo".

A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) anunciou esta greve, que terá 24 horas de duração.

"Esta luta tem como objetivo desbloquear a contratação coletiva destes três subsetores tão importantes para a defesa dos direitos dos trabalhadores", assinalou, em comunicado, a FESAHT, afeta à CGTP.

[Notícia atualizada às 14h17]

Leia Também: CGTP diz que Governo PS teve condições para ir "mais longe" nas políticas

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