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Wall Street acaba em baixa depois de uma série de ganhos semanais

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, acabando com uma série de ganhos semanais consecutivos, perante a tensão dos rendimentos obrigacionistas e as subidas do dólar e das cotações do petróleo.

Wall Street acaba em baixa depois de uma série de ganhos semanais
Notícias ao Minuto

23:04 - 19/08/22 por Lusa

Economia Wall Street

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,86%, o tecnológico Nasdaq caiu 2,01% e o alargado S&P500 recuou 1,29%.

Wall Street esteve a digerir "os comentários de vários dirigentes responsáveis da Reserva Federal (Fed)", que têm insistido na necessidade de prosseguir a subida da taxa de juro de referência para debelar a inflação, resumiram os analistas do Wells Fargo.

O presidente do banco da Fed em St. Louis, James Bullard, tinha afirmado na quinta-feira "inclinar-se neste momento para uma subida em 75 pontos-base" quando for a próxima reunião do comité de política monetária (FOMC, na sigla em Inglês), em setembro.

Também o dirigente do banco da Fed em Richmond, Thomas Barkin, recordou hoje que a aceleração no próximo mês da redução dos ativos da Fed, com o fim dos reinvestimentos, ia apertar mais as condições monetárias.

A chave das mensagens da Fed poderá ser revelada por ocasião do simpósio regular de banqueiros centrais, que decorre na próxima semana, em Jackson Hole, onde o presidente da Fed, Jerome Powell, deve discursar na sexta-feira.

"Vão enviar sinais sobre a política monetária futura como o têm feito nos anos anteriores? Vão insistir na necessidade de uma política restritiva?", questionou-se Karl Haeling, do LBBW.

No mercado obrigacionista, as taxas ficaram mais tensas, com a dívida pública dos EUA a 10 anos a evoluir em 2,97%, depois dos 2,88% da véspera, no que é o seu máximo em um mês.

Os rendimentos obrigacionistas "estão a subir em todo o mundo e isso vai afetar as ações", comentou Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.

Karl Haeling também salientou que "a pressão (em baixa) no mercado acionista, tal como no das obrigações, veio da Europa", com as fortes taxas de inflação anunciadas no Reino Unido (10,1%) e Alemanha (7,5%).

"O impacto na economia norte-americana resulta do facto de se a Europa tem tantas pressões inflacionistas estas irem durar mais do que nos EUA", acrescentou.

O dólar, valor refúgio, valorizou 0,46% face ao euro e atingiu os 0,9959 euros, à beira da paridade, já atingida em 12 de julho, pela primeira vez desde há 20 anos.

Leia Também: Wall Street cai receando mais subidas das taxas de juro

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