Meteorologia

  • 05 AGOSTO 2021
Tempo
24º
MIN 17º MÁX 29º

Edição

Juros de operações de refinanciamento explicam redução de dividendos

O governador do Banco de Portugal (BdP) explicou hoje que a redução dos dividendos entregues ao Estado deve-se, sobretudo, a um aumento de 153 milhões de euros (ME) de juros associados às operações de refinanciamento dos bancos.

Juros de operações de refinanciamento explicam redução de dividendos

"Os resultados do BdP são muito positivos e são, em especial, explicados pela componente de receita de juros associada à gestão das medidas de política monetária", começou por explicar Mário Centeno numa conferência de imprensa, em Lisboa, onde foi apresentado o relatório de contas do banco central de 2020.

Segundo o governador, a gestão das medidas de política monetária "tem permitido ao banco ter um conjunto de receitas muito significativo que no final de cada ano é entregue ao Estado na forma de dividendos".

Em 2020, essa componente relativa aos ativos de política monetária foi de 882 milhões de euros de receita, apenas menos 8,0 milhões face a 2019, referiu Centeno.

No entanto, continuou o governador, há um efeito no sentido contrário "que explica em grande medida a evolução dos resultados face a 2019 e que teve a ver com os juros relacionados com as operações de refinanciamento".

Segundo Mário Centeno, trata-se de despesas do banco central com implementação das medidas de apoio à liquidez dos bancos.

"Tínhamos orçamentado uma verba de 75 milhões de euros para esta componente, que comparava com 48 milhões de euros no realizado de 2019 e a verdade é que tivemos um executado de 2020 de 201 milhões de euros, ou seja, há mais 153 milhões de euros face a 2019 de juros suportados associados às operações de refinanciamento", afirmou.

Este efeito está associado "em grande medida" ao benefício adicional dado aos bancos com a decisão do BCE de junho de 2020, apoio que pode ir até -1% de taxa de juro, explicou Centeno.

Já segundo o administrador do Banco de Portugal Hélder Rosalino, a expectativa para 2021 é que os resultados do banco central se mantenham "próximos aos de 2020", prevendo-se, assim, uma entrega de dividendos e impostos em 2022 semelhante ao valor relativo a 2020 e entregue agora ao Estado.

O Banco de Portugal (BdP) entregou ao Estado dividendos no valor de 428 milhões de euros, referentes ao ano passado, abaixo dos 607 milhões de euros relativos a 2019, segundo o Relatório do Conselho de Administração hoje divulgado.

Já entre dividendos e impostos sobre o rendimento corrente, o banco central entregou ao Estado um total de 671 milhões de euros.

Os dividendos e os impostos são relativos ao resultado apurado em 2020, ano em que o banco teve lucros de 535 milhões de euros, quando em 2019 os lucros foram de 759 milhões de euros.

Segundo o BdP, "o resultado líquido foi de 535 milhões de euros, 31 milhões de euros superior ao resultado orçamentado para 2020".

No Orçamento do Estado para 2021, o Governo previa que, relativos a 2020, o Banco de Portugal entregasse ao Estado dividendos de 374,5 milhões de euros.

Leia Também: Dividendos: Estado recebeu 671 milhões do Banco de Portugal em 2020

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Receba as melhores dicas de gestão de dinheiro, poupança e investimentos!

Tudo sobre os grandes negócios, finanças e economia.

Obrigado por ter ativado as notificações de Economia ao Minuto.

É um serviço gratuito, que pode sempre desativar.

Notícias ao Minuto Saber mais sobre notificações do browser

Campo obrigatório