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Setor dos eventos vai pedir redução de custos de contexto ao Governo

O setor dos eventos vai entregar ao Governo esta terça-feira um documento a pedir a redução de custos de contexto, como taxas, impostos e licenciamentos, adiantou à Lusa o presidente da APECATE.

Setor dos eventos vai pedir redução de custos de contexto ao Governo
Notícias ao Minuto

20:24 - 01/06/20 por Lusa

Economia APECATE

António Marques Vidal, que lidera a Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) referiu que este documento será entregue ao Ministério da Economia, depois de hoje ter participado numa sessão de esclarecimento para associados, que contou com a participação da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

Segundo o dirigente associativo, é preciso "diminuir taxas, impostos, custos de licenças, fazer reajustamentos e analisar procedimentos que duplicam custos" neste setor, que está praticamente paralisado desde o início da pandemia.

Além disso, Marques Vidal referiu que era é importante o "prolongamento do lay-off", realçando que "na melhor das hipóteses", muitos eventos só regressarão no final do ano e pediu ainda maior acesso ao microcrédito.

A retoma do setor "vai depender de muita coisa", nomeadamente do resultado do desconfinamento tanto em Portugal como na Europa, sublinhou. 

Ainda que considere positivas as iniciativas do ponto de vista legislativo que permitem ao setor começar a trabalhar, o presidente da APECATE disse que é importante levar a cabo algumas alterações a restrições que "não fazem sentido, como as "regras das lotações máximas", porque a tipologia de locais, viaturas, barcos e outras infraestruturas usadas no setor "não pode ser regulada assim".

"A questão não está no número de pessoas, mas nas medidas que temos de aplicar", referiu.

Entre elas, António Marques Vidal destaca o uso de máscara, distanciamento social, desinfetantes e medidas ambientais.

"Existe todo um trabalho junto das outras tutelas, que não o turismo, ainda há muitas resistências a que nos deixem trabalhar", lamentou, indicando que é preciso trabalhar ao nível do Ambiente, Mar e Defesa, que estão envolvidas nas atividades do setor.

"Vamos negociar com o Governo, as medidas evoluem à medida que a crise avança, ainda vai a tempo de as alterar", concluiu.

A 16 de março, a APECAT contabilizava que 90% dos eventos previstos pelos seus associados tinham sido cancelados, estimando prejuízos até 250 milhões de euros, segundo informação divulgada nessa altura. 

"Os dados recebidos pelos associados [da] APECATE apontam para mais 90% de eventos cancelados, envolvendo cerca de 30.000 trabalhadores diretos, sem contar com os eventuais, os conhecidos recibos verdes", lê-se na nota.

Em outro comunicado, a APECATE avançou que "o setor já vive numa situação dramática, com todos os eventos paralisados e prejuízos estimados entre os 200 e os 250 milhões de euros, até à data [16 de março] e que aumentam todos os dias".

Questionado pela Lusa sobre a atualização destes dados, passados quase três meses, o presidente da APECATE disse que preferia esperar pelo prolongamento de medidas antes de avançar com novo balanço.

 

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