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Acordo comercial preliminar entre China e EUA prestes a ser assinado

Um acordo comercial preliminar entre Pequim e Washington está prestes a ser assinado, avançou hoje a imprensa norte-americana, algumas horas depois de uma mensagem de otimismo difundida no Twitter pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Acordo comercial preliminar entre China e EUA prestes a ser assinado
Notícias ao Minuto

09:39 - 13/12/19 por Lusa

Economia Imprensa

A Bolsa de Valores de Nova Iorque subiu e elevou os índices Nasdaq e S&P 500 para novos máximos, com os investidores a apostarem na iminente formalização de um acordo. Também as praças financeiras asiáticas registaram ganhos ao longo da sessão de hoje.

Trump esteve na quinta-feira reunido com os seus principais assessores nas negociações com a China, mas a Casa Branca não emitiu qualquer comunicado oficial sobre um possível avanço nas negociações.

O acordo suspenderia a entrada em vigor de nova ronda de taxas alfandegárias, que está prevista entrar em vigor no domingo, sobre um total de 160 mil milhões de dólares de importações chinesas.

O anúncio de um "acordo" com Pequim seria também conveniente para Trump, que é alvo de um processo de destituição.

"Estamos muito perto de um grande acordo com a China", anunciou o Presidente norte-americano. "Eles querem-no e nós também!", acrescentou, após várias semanas de incertezas sobre a assinatura de um acordo preliminar.

Pequim garantiu na quinta-feira que os negociadores dos dois países mantinham uma "comunicação próxima", mas sem avançar mais detalhes.

A ascensão ao poder de Donald Trump desencadeou disputas comerciais entre Pequim e Washington, com cada um dos dois países a aumentar as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos do outro.

A liderança norte-americana, que teme perder o domínio industrial global à medida que Pequim tenta transformar as firmas estatais do país em importantes atores em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial ou robótica, acusa a China de práticas comerciais injustas.

A guerra comercial prolonga-se há quase dois anos e ameaça a economia mundial.

Para este acordo preliminar, a China deverá comprometer-se a comprar produtos agrícolas norte-americanos, num valor entre os 40.000 e os 50.000 milhões de dólares (36.000 a 45.000 milhões de euros), visando reduzir o deficit comercial entre os dois países, uma das principais exigências de Trump.

Os detalhes de um acordo que Trump designou como "fase 1" ainda não foram divulgados, mas não deverão resolver questões centrais da disputa, incluindo políticas industriais chinesas, como transferência forçada de tecnologia, proteção de propriedade intelectual ou atribuição de subsídios às empresas domésticas por Pequim, enquanto as protege da competição externa.

Segundo o jornal Wall Street Journal, Washington propôs a Pequim baixar em até 50% as taxas alfandegárias impostas pelos EUA sob cerca de 360 mil milhões de dólares em bens importados da China.

O acordo prevê, no entanto, a possibilidade de os Estados Unidos restabelecerem o nível original de taxas, caso a China não cumpra com as suas promessas.

Para além de uma prolongada guerra comercial, a crescente rivalidade entre Pequim e Washington alargou-se ao setor tecnológico ou diplomático.

Os EUA restringiram já o fornecimento de alta tecnologia a várias empresas chave nos planos chineses para competir nos setores de alto valor agregado, incluindo ao grupo Huawei ou às fornecedoras globais de tecnologia de vigilância por vídeo Hikvision e Dahua.

O congresso dos Estados Unidos aprovou também, este mês, por esmagadora maioria, uma resolução de apoio aos direitos humanos e à democracia em Hong Kong, um dia após a aprovação do projeto no senado.

O texto prevê sanções contra autoridades chinesas responsáveis por violações dos direitos humanos na antiga colónia britânica, como detenções arbitrárias e extrajudiciais, tortura ou confissões forçadas, e põe em causa o estatuto comercial de que beneficia atualmente a região administrativa especial chinesa.

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