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Portugal e Irlanda consideram trabalho conjunto com África

Portugal e a Irlanda estão a explorar a possibilidade de trabalhar conjuntamente no âmbito da nova parceria da União Europeia com África para diversificar investimentos, atualmente centrados nos grandes países africanos, para os países de língua portuguesa.

Portugal e Irlanda consideram trabalho conjunto com África
Notícias ao Minuto

20:25 - 07/11/19 por Lusa

Economia Ana Paula Zacarias

A informação foi avançada à Lusa pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, no final de uma visita de dois dias à República da Irlanda.

"Falámos várias vezes da possibilidade de, no quadro da nova parceria europeia com África, haver possibilidade de avançarmos conjuntamente", disse Ana Paula Zacarias, contactada telefonicamente pela Lusa para Dublin.

A secretária de Estado explicou que "a parceria vai muito na linha do investimento", "da promoção do investimento privado, de melhorar as relações de comércio e de diversificar essas relações de comércio" e, dado que elas "estão muito centradas no conjunto dos grandes países africanos", é do interesse de Portugal "diversificar para outros países, nomeadamente os países de língua portuguesa".

O Conselho Europeu de junho passado adotou uma nova parceria da Europa com África como um dos objetivos que integram a agenda estratégica da UE até 2024.

À parte o trabalho conjunto a desenvolver no quadro europeu, Ana Paula Zacarias, que se reuniu com a homóloga irlandesa, Helen McEntee, abordou o reforço das relações bilaterais.

A secretária de Estado apontou como objetivo "melhorar o potencial de comércio", num contexto em que a Irlanda é apenas o 23.º parceiro comercial de Portugal.

"Há espaço para mais", assegurou. Desde que foi colocado um representante da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) na embaixada de Portugal em Dublin, em julho passado, "em poucos meses aumentou muito o número de empresas portuguesas interessadas em conhecer o mercado irlandês em saber como podem diversificar as suas exportações ou fazer algum tipo de investimentos", disse.

A secretária de Estado sublinhou contudo que o reforço da relação vai mais além da vertente económica, devendo passar por um maior conhecimento mútuo de portugueses e irlandeses a partir do reconhecimento de "algumas similitudes, até às vezes de carácter, como a ideia pragmática de encontrar resultados, de resolver as coisas e de simultaneamente ter credibilidade".

"Ambos os países são construtores de pontes, ambos têm grandes comunidades migratórias no exterior (...) e somos muito resilientes", exemplificou.

Este estreitar de laços entre os dois países serve ainda um outro propósito, o de reforçar a "linha geoestratégica de trabalho na área atlântica", ou seja, com os países europeus virados para o Atlântico.

"Temos que desenvolver esta linha atlântica. Neste momento a saída do Reino Unido da União Europeia faz com que nós tenhamos que apostar nos outros parceiros europeus nórdicos que estão na União, todos países de uma dimensão mais ou menos similar à nossa", disse, apontando como exemplos, além da Irlanda, a Bélgica, a Dinamarca ou a Suécia.

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