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Agência prevê que nova geração móvel chegue ao Brasil em 2021

A nova geração móvel 5G vai chegar aos utilizadores finais no Brasil apenas no início de 2021, depois de contratempos que atrasaram o processo, disse à Lusa o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações, Emmanoel Campelo.

Agência prevê que nova geração móvel chegue ao Brasil em 2021

O responsável da Anatel falava à margem do Mobile World Congress Los Angeles, onde participou como orador numa parte do evento dedicada à América Latina.

"A nossa ideia é que fosse 2020, mas tivemos todos esses 'setbacks' este ano", explicou o conselheiro, referindo-se ao problema da interferência do sinal 5G na banda C (3.5GHz), que é utilizada para a receção de televisão aberta por satélite (TVRO) em milhões de lares brasileiros, através de antenas parabólicas.

Além dos testes conduzidos para averiguar esta situação, também foi proposto um modelo de leilão de espetro diferente daquele que a Anatel usa tradicionalmente, o que obrigou ao adiamento do processo de julho para o final de 2019.

"Acho que no ano que vem conseguimos terminar as etapas do edital e leiloar as frequências, mas para o utilizador final provavelmente começaremos em 2021", afirmou Emmanoel Campelo.

Apesar de reconhecer que não existe ainda procura por 5G entre os consumidores brasileiros, o responsável sublinhou a importância de avançar rapidamente com o processo de outorga e licenciamento do espetro.

"Principalmente em países em desenvolvimento, o 5G pode representar um incremento de produtividade nas empresas e no agronegócio, que é muito forte no Brasil, e que pode fazer diminuir desigualdades entre países", indicou o conselheiro da Anatel.

O responsável considerou até que o 5G "tem um potencial de representar muito mais desenvolvimento" nos países emergentes que nos países desenvolvidos, pelos saltos qualitativos que permitirá dar.

"Por outro lado, se o país em desenvolvimento não realiza o leilão e não implementa a tecnologia, ele vai ficar ainda mais para trás em relação a países já desenvolvidos", acrescentou. "A premência é essa: tentar aproveitar a oportunidade para crescer o quanto antes e diminuir as desigualdades".

Mesmo que não exista ainda "uma compreensão sobre as novas aplicações que o 5G pode representar", Campelo considerou que facilmente se gerará procura entre os consumidores. "Sem dúvida estamos diante de um serviço em que depois das pessoas perceberem o que representa, elas vão querer", afirmou.

Ainda sem o modelo de leilão definido, a prioridade da Anatel será semelhante a processos de atribuição de frequências anteriores, "tentar universalizar o serviço e não pensar apenas nas grandes regiões", explicou Emmanoel Campelo.

A ideia será "criar condições e obrigações que levem também o serviço para regiões menos desenvolvidas", o que significa que as operadoras que conseguirem lotes de regiões mais rentáveis levem também áreas que precisam de maior investimento.

"Assim, é criado um mecanismo de compensação no próprio leilão", sublinhou o conselheiro, explicando que haverá lotes regionais e que, apesar de estes serem interessantes para os prestadores de serviço mais pequenos, nem todos terão capacidade de participarem na atribuição de frequências.

Na apresentação que fez no MWC LA, o conselheiro da Anatel mostrou um mapa do Brasil onde era visível a existência de diversas áreas sem infraestruturas de fibra ótica e reconheceu que o fosso tecnológico entre regiões é maior que noutras geografias.

"A principal dificuldade do Brasil será massificar o 5G", sublinhou o responsável. "É um país muito grande, temos muitas regiões que nem sequer têm 3G".

O MWC LA decorre até quinta-feira, 24 de outubro, no Centro de Convenções de Los Angeles, Califórnia.

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