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Adega Quintas de Melgaço faz 25 anos e projeta investimento de 2 milhões

A adega Quintas de Melgaço, a "única" no país em que o acionista maioritário é a Câmara daquele concelho do Alto Minho, está a celebrar 25 anos e prevê investir dois milhões de euros na modernização das instalações.

Adega Quintas de Melgaço faz 25 anos e projeta investimento de 2 milhões
Notícias ao Minuto

21:56 - 14/10/19 por Lusa

Economia Melgaço

"Estamos a prever iniciar em 2022 um projeto de modernização da adega de cerca de dois milhões de euros que deverá estar concluído em 2024. A intervenção será suportada por capitais próprios para tornar o espaço mais moderno, funcional de forma a apostarmos no enoturismo", afirmou hoje à Lusa o administrador delegado da adega Quintas de Melgaço, Pedro Soares.

O responsável justificou a intervenção com o "crescimento" da adega e das instalações atuais "estarem a começar a ficar lotadas", adiantando que o investimento, "será realizado por fases".

"Neste momento não há programas comunitários abertos com essa finalidade. Esperamos que, brevemente, possa abrir alguma linha de financiamento que nos permita esse enquadramento", explicou.

Pedro Soares revelou que, "nos últimos cinco anos, a empresa investiu cerca de um milhão de euros na modernização da linha de engarrafamento, de armazenamento, sistemas de refrigeração", entre outras áreas.

Os 25 anos de produção e de comercialização de vinho Alvarinho vão ser celebrados, no dia 26, a partir das 15h00, com um 'welcome drink', intervenções do presidente da Quintas de Melgaço e da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, um concerto, entre outras atividades.

A adega Quintas de Melgaço, foi fundada em 1994, por "um filho da terra, Amadeu Abílio Lopes, depois de uma vida inteira emigrado no Brasil".

Em 1996, o fundador "doou 68% do capital da adega à Câmara de Melgaço, que, com a entrada de novos acionistas, passou a deter 62%".

Atualmente, a adega Quintas de Melgaço, é "constituída por 530 famílias pequenos produtores, famílias que há anos se dedicam à produção de Alvarinho.

"Num concelho com cerca de dez mil habitantes, a adega é fundamental para a economia de muitas famílias, um elemento preponderante na dinamização da economia local, para além de ser uma imagem da qualidade da marca Alvarinho, verdadeiro ex-libris dos vinhos brancos da Região dos Vinhos Verdes em Portugal e no mundo", destacou.

Por ano, a adega produz dois milhões de garrafas de Vinho Alvarinho, por ano. No total, comercializa 12 rótulos, sendo nove vinhos e três espumantes.

"Em breve iremos lançar um Alvarinho Chardonnay, com duas das castas mais reconhecidas internacionalmente, vinhos produzidos dentro da sub-região de Monção e Melgaço", revelou Pedro Soares.

Cerca de 12% da produção da Quintas de Melgaço é para exportação para a Alemanha, EUA, Suíça, Japão, França, Bélgica, Holanda, Canadá, Inglaterra, entre outros mercados. A faturação anual da empresa ronda os quatro milhões de euros.

No dia 26, a festa de "bodas de prata" decorrerá no edifício das Termas do Peso, em Melgaço, com a presença de viticultores, produtores e apreciadores do vinho da casta Alvarinho.

De acordo com números de 2018 da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), a sub-região de Monção e Melgaço tem uma área total de 45 mil hectares, 1.730 dos quais cultivados com vinha, sendo que a casta Alvarinho ocupa cerca de 1.340 hectares.

A sub-região tem no mercado 253 marcas de verde, produzidas por 2.085 viticultores e 67 engarrafadores.

Por ano, os dois concelhos produzem 10,2 milhões de litros de vinho verde (74% branco, 10% tinto e 3% rosé).

Desde 2015, a produção de Alvarinho foi alargada a outras zonas do país, fora dos dois concelhos do Alto Minho, em resultado de acordo alcançado pelo Grupo de Trabalho do Alvarinho (GTA), constituído pelo anterior Governo PSD/CDS e liderado pela CVRVV, defensora do alargamento da produção daquele vinho aos 47 municípios que a integram.

O acordo foi aceite pelo município de Monção. Já os produtores de Melgaço, acionistas da empresa 'Quintas de Melgaço', cuja maioria do capital é detido pela autarquia, contestam o acordo, considerando que "prejudica" a sub-região.

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